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Categoria: Escritores Americanos
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01/07/2016 — Já está nas livrarias brasileiras a obra “Butcher´s Crossing”, do americano John Williams. Trata-se de um clássico do faroeste, publicado originalmente em 1960. O livro influenciou inúmeras outras histórias do velho oeste, várias delas adaptadas com sucesso para o cinema. A trama se passa no ano de 1873, quando Bill Andrews abandona a faculdade para desbravar o oeste. Ele parte numa expedição de caça com três companheiros. Lá, eles dizimam uma manada de cinco mil búfalos, arrancam suas peles e, depois, são apanhados por uma nevasca. Ao emergir da matança e do casulo na neve, o personagem descobre algo de sombrio sobre si próprio. “Butcher´s Crossing”, mesmo sem a força magistral dos filmes de faroeste, “alcança o território da grande literatura”, segundo a crítica.

john-williams ft1João Williams
JOHN EDWARD WILLIAMS nasceu no dia 29 de agosto de 1922, na cidade de Clarksville, Texas, Estados Unidos. Morreu no dia três de março de 1994, na cidade de Fayetteville, Arkansas. Filho de agricultores, trabalhou em jornais e emissoras de rádio antes de se enveredar pela literatura. Em 1942, alistou-se na força aérea do exército americano, passando dois anos servindo numa base militar na Índia. Nesse tempo, aproveitou para fazer o rascunho do seu primeiro romance — “Nothing But the Night” (sem título em português) —, lançado em 1948. Voltando à vida privada, passou a ensinar literatura na Universidade de Denver, Colorado. Mais tarde, ele renegou o livro escrito na juventude.

Por isso, a sua obra ficcional se resume aos romances “Butcher´s Crossing” (1960), “Stoner” (1965) e “Augustus” (1972). Há cerca de dez anos, os livros esquecidos do autor voltaram a circular. Com ironia, ele descrevia sua obra como uma “fuga para a realidade”. Os livros dele são feitos do registro paciente e meticuloso de fatos do mundo externo e de estados psicológicos. Assim, “Stoner”, considerado pela crítica a melhor criação dele, começa com dois parágrafos que apresentam secamente a vida sem eventos de um professor de filologia. Depois, seguem-se trezentas páginas para provar que vidas sem eventos não existem. Em “Augustus”, o autor conta a história do primeiro imperador de Roma, desde a juventude até a velhice. Com a obra, ganhou o Prêmio Nacional do Livro. Além dos romances, deixou, ainda, dois livros de poesia.