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A história da poetisa americana Emily Dickinson, autora, em vida, de 1.750 poemas

alem-das-palavras1A Quiet Passion

28/04/2007 — Já está nos cinemas brasileiros o filme “Além das Palavras”, que conta a vida da poetisa americana Emily Dickinson. Ela é considerada uma das mais extraordinárias autoras da língua inglesa. Nascida em 1830 e falecida em 1886, teve uma vida quase anônima. Publicou, em vida, apenas 12 dos seus 1.775 poemas conhecidos. É procurando captar a atmosfera daquele tempo e o espírito desta mulher original e singular, que nunca suspeitou da fama póstuma de que desfrutaria, que o cineasta inglês Terence Davis realiza a cinebiografia. Ele conta, segundo a crítica, com a entrega e a cumplicidade da atriz Cynthia Nixon, conhecida pela personagem Miranda Hobbes, da série “Sex and the City”. É possível que o filme não faça boa carreira nos cinemas, mas é uma excelente opção para as mídias alternativas.

emily-dickinson f1Emily Elizabeth Dikinson
Nasceu no dia 10 de dezembro de 1830 e morreu no dia 15 de maio de 1886, na cidade de Amherst, Massachusetts, Estados Unidos. Proveniente de uma família abastada, teve formação escolar irrepreensível, chegando a cursar durante um ano o South Hadley Female Seminary. Abandonou o seminário após se recusar, publicamente, a declarar fé. Quando findou os estudos, retornou à casa dos pais para deles cuidar. Nunca se casou. Em torno dela, construiu-se o mito acerca da sua personalidade solitária. Tanto que a denominavam de a “Grande Reclusa”. Deixou a vida reclusa em raros momentos, entre as quais uma viagem a Boston, quando conhecu o clérigo Charles Wadsworth.

Alguns críticos creditam a esse clérigo como sendo o alvo de grande parte dos poemas de amor escritos pela autora. Quase tudo que se sabe sobre a vida da poetisa tem como fonte as correspondências que ela manteve com algumas pessoas. Entre estas, Susan Dickinson, cunhada e vizinha, colegas de escola, familiares e alguns intelectuais como Samuel Bowles e Helen Hunt Jackson. Nestas cartas, além de tecer comentários sobre o seu cotidiano, havia também alguns poemas. Emily morreu de nefrite (inflamação que ataca os rins). Após o falecimento, a família encontrou os 1.775 poemas, escritos a partir de 1850. Esses poemas foram publicados postumamente em volumes pela Universidade de Harvard a partir de 1955. Ao Brasil, os volumes chegaram em 2008, com tradução do poeta Augusto dos Anjos.

emily-dickinson telaDo Amor
Noites Bravias — Noites Bravias!
Estivesse eu contigo
Tais Noites o nosso
Deleite seriam!

Fúteis — os Ventos —
A Coração em Porto —
Inútil a Bússola —
Como o Mapa inútil!

Remando em Éden —
Ah, o Mar!
E eu ancorar — Esta Noite —
Em Ti!



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