o-pais-dos-cegos1H. G. Wells

Está chegando às livrarias o livro O País dos Cegos e Outras Histórias, do escritor britânico H. G. Wells. Trata-se de uma seleção, feita pelo tradutor Bráulio Tavares, de dezoito das setenta histórias breves que o autor produziu durante a sua vida. Várias delas se valem dos recursos ortodoxos da ficção científica: máquinas impossíveis (pelo menos para aqueles tempos), mundos paralelos, passagens para outros planetas, etc. Também há incursões pelo gênero policial, como o conto A Marca do Polegar, de 1894, uma das primeiras narrativas policiais a usar a identificação através da impressão digital. H. G. Wells está no panteão da ficção científica pelas obras A Máquina do Tempo, A Guerra dos Mundos e O Homem Invisível, lidas e relidas por gerações.

hgwells in1HERBERT GEORGE WELLS nasceu no dia 21 de setembro de 1866, na cidade de Bromley, Inglaterra. Morreu no dia 13 de agosto de 1946, na cidade de Londres. 

De origem humilde, trabalhou desde cedo. Praticamente autodidata, aos 18 anos recebeu auxílio do estado para ingressar na Escola Normal de Ciências, onde estudaria biologia com Thomas Henry Huxley. Formado em Ciências pela Universidade de Londres em 1888, empregou-se como professor e, simultaneamente, passou a escrever manuais didáticos e a colaborar em alguns periódicos. Em 1895, publicou seu primeiro romance, The Machine (A Máquina do Tempo), que alcançou grande e imediato sucesso.

Seguiu-se uma série de obras, que, ao lado das de Júlio Verne, são consideradas pioneiras do gênero ficção científica: The Wonderful Visit (A Visita Maravilhosa, 1895), The Island of Dr. Moreau (A Ilha do Dr. Moreau, 1895), The Invisible Man (O Homem Invisível, 1897), The War of the Words (A Guerra dos Mundos, 1898), entre outras. No entanto, ao contrário de Julio Verne, ao mesmo em que prenunciava uma nova e fantástica era, marcara pelo aparecimento de fonógrafos, rádios, dirigíveis, tanques e viagens espaciais, introduziu em suas obras os problemas sociais de seu tempo.

hgwells maquinaEm 1900, publicou Love and Mr. Lewisham (O Amor e o Sr. Lewisham), em que, abandonando a fantasia futurística, abordou realisticamente os problemas da classe média baixa, com a qual se identificava. Em 1903, manifestando sua adesão ao socialismo, filiou-se à Sociedade Fabiana. Mas, discordando dos fabianos, logo se afastou da organização: não acreditava na luta de classes como motor da história, mas unicamente na educação científica a fim de alcançar o bem-estar e a felicidade através do desenvolvimento tecnológico e do incremento da produção. Assim, em A Modern Utopia (Uma Moderna Utopia, 1905), defendia o controle da sociedade por aqueles que hoje são chamados tecnocratas.

Durante a Primeira Guerra Mundial, publicou vários livros abordando os problemas do conflito. Menos otimista em relação ao progresso natural do homem (que havia sustentado, baseando-se no darwinismo), por essa época passou a adotar certo tipo de transcendentalismo filosófico. Por outro lado, coerente com sua visão do papel da difusão da ciência na mudança do mundo, escreveu várias obras sobre o tema a partir de 1919. Profundamente pessimista no período final de sua vida, com a eclosão da Segunda Guerra Mundial, perderia completamente a fé na humanidade. Dentro dessa perspectiva escreveu livros bastante densos. Deixou vasta bibliografia contendo ficção científica, contos, escritos políticos, etc.

Obras 

• 1895 — A Máquina do Tempo
• 1895 — A Visita Maravilhosa
• 1895 — A Ilha do Dr. Moreau
• 1897 — O Homem Invisível
• 1898 — A Guerra dos Mundos
• 1900 — O Amor e o Sr. Lewisham
• 1905 — Uma Moderna Utopia
• 1917 — O Rei Invisível
• 1917 — A Alma de Um Bispo
• 1919 — O Fogo Imortal
• 1920 — História Universal
• 1922 — A Construção do Mundo
• 1922 — História Universal Abreviada
• 1929 — A Ciência da Vida
• 1936 — O Jogador de Croquet
• 1938 — Os Irmãos
• 1939 — O Terror Sagrado
• 1939 — O Destino da Espécie Humana
• 1945 — A Mente Esgotada
• 1946 — As Perspectivas Atuais Para o Homem


 

 


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