samantaschweblin in15 de abril de 2012
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Ela é considerada pela crítica argentina herdeira da literatura de realismo fantástico de Jorge Luiz Borges, Adolfo Luis Borges, Adolfo Biof Casares e Julio Cortázar. Samanta Schweblin, 34 anos, agradece a lisonja, mas recusa o rótulo de forma assertiva: seus contos, argumenta, são “muito realista, embora as situações sejam anormais”.

Vencedora do Prêmio Casa de las Américas de 2008, eleita em 2010 pela revista britânica Granta como uma entre os melhores escritores de língua espanhola da nova geração e elogiada por Mario Vargas Llosa, ela começará a ser reconhecida pelo leitor brasileiro com a publicação por aqui do livro Pássaros na Boca. Ela participará da 1.ª Bienal do Livro de Brasília, cujo início está marcado para o próximo dia 14 de abril.

Seus possuem marca de “elementos pertubadores”, os quais a escritora apresenta com precisão e contundência. As certezas e a serenidade “ficam de lado” quando alguém lê um conto de Sweblin, segundo a crítica argentina. Embora formada em cinema, a escritora começou a vida profissional montando uma agência de design, “Meu plano A sempre foi escrever. Mas, para concretizar o plano A, precisava de um plano B, que me desse um retorno financeiro”, explica ela. “No entanto a agência cresceu muito rápido e me aniquilava o tempo para o plano A. é difícil viver de escrever, mas dá prar se manter dando aulas de literatura. Minha vida agora é mais tempo livre. E essas são três coisas importantes para o espaço da escritura”, diz a ficcionista (O Estado de S. Paulo).

 

 


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