tres-novelas-f1Stefan Zweig e a alma feminina

07/07/2014 — Está chegando às livrarias, pela Editora Zahar, mais uma obra do austríaco Stefan Zweig. Conhecido por sua criatividade e versatilidade nos diversos gêneros literários, o autor tenta desvendar a alma da mulher em “Três Novelas Femininas”, com histórias selecionadas por seu biógrafo no Brasil, o escritor carioca Alberto Dines. “Medo”, “Carta de uma Desconhecida” e “24 Horas Na Vida de uma Mulher” tratam de amor, romantismo e impulsos femininos sem tabus e com linguagem ágil. A edição também conta com textos adicionais escritos por Dines, que comenta o contexto das novelas, a recepção dos leitores e as adaptações de suas histórias para o cinema e a televisão.

stefan-zweig1Stefan Zweig nasceu no dia 28 de novembro de 1881, na cidade de Viena, Áustria. Morreu no dia 23 de fevereiro de 1942, na cidade Petrópolis, Rio de Janeiro. Filho de um industrial judeu, estudou filosofia em sua cidade natal, ao mesmo tempo em que se dedicava à literatura e à história. Apaixonado por conhecer novas terras, línguas e costumes, realizou uma série de viagens pela Europa, América do Norte, México, Cuba, Índia, Ceilão, África e Brasil. Começou a carreira como tradutor de Émile Verhaeren, Charles Baudelaire, Paul Verlaine e Arthur Rimbaud. Em 1900, publicou Cordas de Prata, um volume de poesias seguido de Guirlandas Precoces, de 1907, ambos sob a influência de Hugo Hofmannstral e Rainer Maria Rilke.

Ao mesmo tempo, passou a escrever para o teatro. Com a peça Jeremias (1916) protestou violentamente contra a Primeira Guerra Mundial. Acreditava absurdo sacrificar a comunhão entre intelectuais de todo o mundo, trocando-a por nacionalismos de qualquer espécie. Assim, demitiu-se de um cargo público, instalando-se na Suíça, onde fundou, com Roamin Rolland e outros pacifistas, um centro de luta pela paz. Totalmente cético em relação aos valores morais de uma sociedade em decadência, passou a desmascarar a hipocrisia reinante em suas obras. Nos seus livros transparece a influência que recebeu das teorias de Sigmund Freud. No final da década de 1930, transferiu-se para o Brasil, fixando-se na cidade de Petrópolis, Rio de Janeiro. Desesperado com a situação mundial, cometeu, em 1942, suicídio, levando junto a sua mulher.

morte-no-p1stefan-zweig2Principais obras
1900 — Cordas de Prata
1907 — Guirlandas Precoces
1916 — Jeremias (peça de teatro)
1922 — Amok
1926 — Confusão dos Sentimentos
1930 — O Cordeiro do Pobre
1934 — 24 Horas Na Vida de Uma Mulher
1935 — Maria Stuart
1938 — Segredo Ardente



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