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Categoria: Escritores Estrangeiros
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04Arundatht Roy

SUZANNA ARUNDATH ROY nasceu no dia 24 de novembro de 1961, na cidade de Shillong, Província de Meghalaya, Índia. Filha de uma ativista política cristã, morou em várias cidades. Na faculdade, formou-se em Arquitetura na universidade da cidade de Déli. Antes de enveredar pela Literatura, trabalhou no Instituto Nacional de Assuntos Urbanos. A primeira incursão na área literária foi com um roteiro para o filme “Massey Sahib”, lançado em 1984, em colaboração com o diretor Pradip Krishen. Realizou vários trabalhos para a televisão do seu país a partir de então. Em 1997, publicou o primeiro romance, intitulado “O Deus das Pequenas Coisas”. A obra vendeu mais de dez milhões de exemplares e ganhou o Man Booker Prize.

03A seguir, escreveu obras de não-ficção, engajando-se mais no ativismo político. Doou parte da fortuna acumulada para gerrilhas no Afeganistão e chegou a conviver, na selva, com os beneficiados. No seu país, chegou a ser presa por causa de um protesto contra a construção de uma barragem. Para divulgar o feminismo, posou, já cinquentona, para a capa da revista Elle. Na área da não-ficção, são 17 livros, com destaque para o “O Fim da Imaginação”, de 1998, o “Guia de Uma Pessoa Comum Para o Império”, o “República Quebrada: Três Ensaios” e o “Capitalismo: História de Fantasmas”, de 2014. O segundo romance — “O Ministério da Felicidade Absoluta” — apareceu, depois de vinte anos, em 2017. A crítica, de um modo geral, recebeu muito bem esse novo trabalho.

Como o primeiro, esse romance enreda o pessoal e político numa narrativa não retilínea, conforme escreveu, no jornal O Estado de S. Paulo, o crítico Paulo Nogueira. Tem, porém, um painel em maior escala, abrangendo meio século e um amplo naipe de personagens. A história é enraizada em duas protagonistas. Anjum, que nasceu menino, mas se fez menina, acaba criando uma hospedaria num cemitério abandonado. Tilo é uma arquiteta não-conformista que se envolve sentimentalmente com três colegas da faculdade. É, sobretudo, uma observadora desencantada. Nesse livro, apesar dos horrores que revolve, a autora não vitimiza as personagens. O transgênero, ao invés de chorar as pitangas, prefere peitar o machismo que o rodeia. Assim como o fervor ativista da arquiteta. Numa entrevista à revista Elle, a autora declarou que não é religiosa “no sentido convencional da palavra”.