jose-zorilla in1José Zorilla
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JOSÉ ZORILLA y MORAL nasceu no dia 21 de fevereiro de 1817, na cidade de Valladolid, Espanha. Morreu no dia 23 de janeiro de 1893, na cidade de Madri.

Poeta e dramaturgo, fez os estudos primários na sua cidade natal. Depois, mudou-se para Madri, onde ingressou no Real Seminário de Nobres. Em 1833, matriculou-se na Universidade de Toledo e, em seguida, na de Valladolid, a fim de estudar Direito. Por essa época, passou a frequentar os meios literários e publicou várias poesias na revista El Artista. Abandonando os estudos jurídicos, transferiu-se novamente para a capital espanhola, mas foi obrigado a se refugiar por ter contribuído para um periódico proibido. Só regressaria a Madri após um movimento revolucionário.

Em 1837, tornou-se famoso por ter lido uma poesia de sua autoria nos funerais do satirista Mariano José de Larra El Figaro —, a quem sucederia na direção do jornal El Español. Sua contribuição definitiva como poeta aconteceria com a publicação de Cantos do Trovador, entre 1840 e 841. Seguiram-se as obras Vigílias de Verão (1842), Flores Perdidas (1843), Memórias e Fantasias (1844), etc. Cantou as lendas e as tradições do seu povo, assim como a religião católica, que, segundo ele, possuía mais beleza do que o paganismo.

Os mesmos temas lhe serviram para sua produção teatral: João Dandolo (1839), em colaboração com Garcia Gutiérrez, Mais Vale Chegar a Tempo do Que Levar Um Ano, Viver Louco e Morrer Mais, Cada Qual Com Sua Razão, O Sapateiro e o Rei, (todas de 1841); O Punhal de Godo (1842), Don João Tenório (1844), considerada sua obra-prima, Traidor e Mártir Inconfesso (1849), etc. Em 1855, viajou ao México e, em seguida, a Cuba. Publicou, então, A Rosa de Alexandria (1857) e Duas Rosas e Dois Rosais (1859).

Retornando ao México, caiu nas graças do imperador Maximiliano e passou a viver na corte deste. Foi nomeado diretor do Teatro Nacional do México. Regressou à Espanha em 1866, onde escreveu uma homenagem ao imperador mexicano, que havia sido fuzilado pela revolução daquele país. A obra foi intitulada O Drama da Alma. A partir de 1865, passou a fazer parte da Real Academia Espanhola. Deixou numerosas obras, entre as quais se destacam: Oferenda Poética ao Liceu Artístico e Literário (1843), Maria e Uma História de Amor (1850), em colaboração com Garcia e Quevedo, Granada (1852, poesias), A Lenda de El Cid (1882, peça).

 

 


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