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Marceline Valmore, a precursora da poesia moderna na França

marceline-valmore in1Marceline Valmore

MARCELINE DESBORDES-VALMORE nasceu no dia 20 de junho de 1786, na localidade de Douai, França. Morreu no dia 23 de julho de 1859, na cidade de Paris.

Muito menina ainda foi com seus pais para Guadalupe (a menor das Grandes Antilhas), mas uma insurreição os obrigou a retornar à França. Em pouco tempo, ficou órfã e sem meios financeiros. Para se sustentar, tentou a carreira de atriz. Apesar de ter feito somente os estudos primários, possuía boa cultura, voz excelente e temperamento dramático. Debutou em sua cidade natal como cantora e, em 1804, no Teatro das Artes de Ruão. No ano seguinte, apresentou-se na Ópera Cômica de Paris, conseguindo bastante sucesso.

Em 1809, teve um filho, mas o pai da criança a abandonou. Dessa desilusão, nasceram suas Elegias, uma das mais belas obras da poesia francesa, segundo os críticos. Em 1812, retornou ao teatro. Casou-se cinco anos depois com o ator Prosper Valmore. No ano de 1823, já célebre, renunciou ao teatro para se dedicar inteiramente à literatura e à educação dos seus três filhos. Publicou uma meia dúzia de volumes: Elegias e Poesias Novas (1825), Poesias (1830), Pobres Flores (1839), etc., compreendendo um volume de poemas escolhidos e também diversas coleções de contos e prosa.

Era considerada a mais alta encarnação feminina do romantismo francês. Mas novas dores a aguardavam: Morreu Inês, uma de suas filhas, para a qual escreveu Sonho Intermitente de Uma Noite Triste. Nesse poema, revive toda a sua juventude e seus sofrimentos. Alquebrada por tantas provações, lutos e misérias, morreu quase só e quase esquecida. Considerada a mais genial poetisa francesa depois de Louise Labé, é, na realidade, precursora dos mestres da poesia moderna, como Arthur Rimbaud e, sobretudo, Paul Verlaine. A sua poesia melancólica e harmoniosa reflete uma alma sensível e dolorida.


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