s-exupery1Saint-Exupéry

ANTOINE MARIA ROGER DE SAINT-EXUPÉRY nasceu no dia 29 de junho de 1900, na cidade de Lyon, França. Morreu no dia 31 de julho de 1944, no Mar Mediterrâneo.

Filho de uma família aristocrática empobrecida, foi educado em colégios jesuítas e maristas. Mais tarde, estudou em Paris, na Escola Bossuet e no Liceu São Luís. Matriculou-se no curso de arquitetura da Escola de Belas Artes, frequentando-o por mais de um ano. Em 1921, prestou serviço militar na Força Aérea em Estraburgo. Ocupou-se em diversas atividades até 1926, quando, a serviço da Companhia Latécoère, participou de um grupo de pioneiros da abertura das linhas do correio aéreo na África do Norte, Atlântico Sul e América do Sul.

s-exupery2Em 1931, regressou à França, onde trabalhou como piloto de provas. Caiu no mar com um hidroavião, acidente que quase lhe custou a vida. Trabalhou também no serviço de publicidade da Air France (1934) e foi repórter Paris-Soir. A serviço desse jornal, esteve na Espanha em 1937, fazendo a cobertura da Guerra Civil. Em 1935, tentou a travessia aérea Paris-Saigon (Vietnã), mas foi obrigado a pousar em pleno deserto egípcio, onde foi recolhido por uma caravana após cinco dias de caminhada. Em 1937, tentou o voo Nova York-Terra do Fogo (Argentina), mas o seu avião caiu na Guatemala.

Nesse acidente, sofreu várias fraturas, das quais nunca se restabeleceu completamente. Em 1939, no início da Segunda Guerra Mundial, foi mobilizado. Recusou a inclusão nos serviços de informação. Apesar das sequelas dos inúmeros acidentes que sofrera, conseguiu ser aceito num grupo de reconhecimento aéreo, onde permaneceu até a queda da França, em 1940. Depois disso, viajou para Nova York, onde morou até 1943, retornando, em seguida, à África do Norte. Conseguiu ser readmitido no seu antigo grupo de reconhecimento aéreo, agora sob o comando norte-americano. Em julho de 1944, decolou de Borgo, na Córsega, para uma missão sobre os Alpes Franceses, de onde não regressou.

o-pequeno-principe1Além do trabalho na aviação, deixou inúmeras obras literárias inspiradas em sua vida. Mas o seu livro mais conhecido é uma fábula infantil. “O Pequeno Príncipe” foi publicado em 1943. O enredo pode parecer simples, mas apresenta personagens cheios de simbolismo: o rei, o contador, o geógrafo, a raposa, a rosa, o adulto solitário e a serpente, entre outros. O personagem principal vivia sozinho num planeta do tamanho de uma casa, que tinha três vulcões, dois ativos e um extinto. Tinha também uma flor, uma formosa flor de grande beleza e igual orgulho. Foi o orgulho da rosa que arruinou a tranquilidade do mundo do pequeno príncipe e o levou a começar uma viagem que o trouxe finalmente à Terra.

O romance mostra uma profunda mudança de valores e sugere ao leitor quão equivocados podem ser os julgamentos. E como esses julgamentos podem levar à solidão. O livro leva à reflexão sobre a maneira de a pessoa se tornar adulta. É uma das obras mais lidas em todos os tempos. Estima-se que já foram feitas 500 edições. Trata-se da terceira obra literária mais traduzida no mundo: 160 idiomas. Em Portugal, integra o conjunto de obras sugeridas para as escolas públicas do ensino básico. No Japão, há um museu dedicado ao personagem central. Em 1999, foi incluído no quarto lugar na lista dos 100 maiores livros do século, organizada pelo jornal Le Monde. No cinema, foi adaptado em 1974 para um musical dirigido pelo cineasta Stanley Donen.


 

 

 


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