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Léon Bloy, o mais panfletário dos escritores franceses do fim do século XIX

l-bloy1Léon Bloy

Nasceu no dia 11 de julho de 1846, na cidade de Périgueux, Aquitânia, França. Morreu no dia 3 de novembro de 1917, na cidade de Bourg-la-Reine, Ilha da França.

Era filho de um livre pensador das obras de Voltaire. Cresceu na sua cidade natal, cultivando um intenso ódio à igreja. Começou a escrever, mandando artigos para diversos jornais. Esse trabalho foi interrompido em 1870 pela Guerra Franco-Prussiana, na qual combateu desde o princípio. Depois do conflito, voltou a Paris, onde publicou artigos nos jornais “Chat Noir” e “Gil Blas”. Esses escritos eram tão agressivos que o fizeram mal visto pelos diretores dos periódicos, que passaram a recusar a sua colaboração. Não encontrando alternativa, empregou-se numa companhia de estradas de ferro em 1875.

l-bloy2Era funcionário dessa empresa quando publicou o primeiro livro — “O Cavaleiro da Morte” — em 1877. Depois, viria “Propósitos de Um Empreiteiro de Demolições” (1884), no qual ataca os escritores mais famosos da época. Essa obra lhe deu renome. Fundou, em seguida, um jornal intitulado “Le Pal”, em cujas páginas proclamou a disposição de se tornar insuportável. Em 1886, escreveu um romance autobiográfico — “O Desesperado” — e deu forma a outro — “A Mulher Pobre” —, publicado em 1897 e que se tornaria uma das suas principais obras. De 1893 a 1894, escreveu ainda dois livros: “Suor de Sangue” e “Histórias Descorteses”. Viveu algum tempo na Dinamarca. Logo que retornou à França, redigiu um panfleto violento intitulado “Eu Me Acuso”, no qual atacou a escola naturalista. Deixou para a posteridade um diário íntimo de oito volumes.


 


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