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Primo Levi conta os horrores do campo concentração polonês

Assim-Foi-Auschwitz1“Assim Foi Auschwitz”

21/09/2015 — Está chegando às livrarias a obra “Assim Foi Auschwitz”, do italiano Primo Levi. Trata-se de um retrato nu e cru das condições humanas e sanitárias daquele que foi o maior campo de concentração dos alemães durante a Segunda Guerra Mundial. O autor era um químico de apenas 24 anos quando foi capturado pelas forças fascistas e deportado para o campo. Em 1945, após a sua libertação, os militares soviéticos o encarregaram, juntamente com o médico Leonardo De Benedetti, de elaborar um relatório detalhado das condições abomináveis no campo. Esse relatório, publicado em 1946, inauguraria o trabalho de Levi como escritor. Ele se tornaria depois um dos principais autores italianos de todos os tempos.

p-levi15aPrimo Levi nasceu no dia 31 de julho de 1919 e morreu no dia 11 de abril de 1987, na cidade de Turim, Piemonte, Itália. Descendente de judeus, enfrentou leis que prejudicaram muito a sua formação acadêmica. O seu diploma teve o carimbo com a expressão “raça judia”. Foi preso em 1943 e, em 1944, levado para o campo de concentração de Auschwitz, situado no sul da Polônia. Ficou confinado até janeiro de 1945. Ao voltar para Turim, passou pela Ucrânia, Romênia, Hungria, Áustria e Alemanha. Essa jornada seria tema do livro “A Trégua”. Trabalhou como químico industrial até 1977, quando passou a se dedicar exclusivamente à literatura. Morreu em 1987, ao cair no vão da escada do prédio em que vivia. Embora a morte tenha sido registrada como “acidental”, alguns defendem a tese do suicídio.

a-tregua15aA Trégua
Lançado no Brasil em 2010 pela Editora Companhia das Letras. Primo Levi inscreveu seu nome entre os maiores escritores do século XX, a partir da experiência de prisioneiro e sobrevivente do campo de concentração de Auschwitz. Sua prosa literária tem a força expressiva das narrativas em que a voz da testemunha alia-se ao trabalho da memória e da recriação da vida nos limites máximos da dor e da destruição. A trégua narra a longa e incrível viagem de volta para casa depois da libertação de e do fim da guerra. Numa Europa semidestruída, o autor e vários companheiros de estrada viajam sem destino pelo leste até a União Soviética, premidos entre as ruínas da maior de todas as guerras e o absurdo da burocracia dos vencedores.



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