almeida-garrett in1Almeida Garrett
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JOÃO BATISTA DA SILVA LEITÃO DE ALMEIDA nasceu no dia 4 de fevereiro de 1799, na Cidade do Porto, Portugal. Morreu no dia 9 de dezembro de 1854, na cidade de Lisboa.

Educado na Ilha Terceira, em 1816, foi para Lisboa, onde estudou Direito e se empolgou com ideias liberais. Em 1820, participou, como líder estudantil, da Revolução Liberal e, em 1821, publicou o poema Retrato de Vênus. Processado por obscenidade — e após o golpe em que o Liberalismo foi derrotado — foi obrigado a se exilar na Inglaterra. Pouco depois, foi para a França, onde trabalhou como correspondente. Nesse período de exílio, escreveu os poemas que costumam ser considerados os iniciadores do romantismo português: Camões (1825) e Dona Branca (1826).

Em 1826, voltou para Portugal, mas, em 1828, viu-se obrigado a fugir novamente das perseguições políticas. Fez publicar, em 1829, sua mais famosa coletânea de poesias, Poesias Líricas de João Mínimo. Em 1832, participou da expedição de Dom Pedro, ex-imperador Brasil, na retomada do trono para a filha, Dona Maria II, que fora usurpado por Dom Miguel. Em seguida, foi nomeado cônsul do Reino de Portugal na Bélgica. Em 1837, foi empossado como inspetor geral dos teatros, com a incumbência de fundar e organizar o Teatro Nacional Português.

Usando essa influência e escrevendo peças como Um Auto de Gil Vicente (1838), O Alfageme de Santarém (1841) e Frei Luis de Sousa (1844), renovou o movimento teatral de seu país. Ao lado de Johann Goethe, muito influenciou a obra de Walter Scott, sob cuja inspiração escreveu o romance histórico O Arco de Santana, entre 1845 e 1850, no qual evoca a Cidade do Porto durante o Feudalismo. Em 1851, recebeu o título de Visconde de Almeida Garret. Sua obra literária era geralmente tida como uma das mais geniais da língua, inferior apenas à de Luiz de Camões. A crítica do século XX (notadamente João Gaspar Simões) veio questionar esta apreciação, assinalando os aspectos mais fracos da produção garrettiana. No entanto, até pelo seu acentuado individualismo, merece ser considerado o autor mais representativo do romantismo português.

Em 1924, o diretor Lothar Mendes adaptou para o cinema a obra O Alfageme de Santarém, numa produção alemã sob o título Der Monch von Santarem. Em 1950, o diretor português Antônio Lopes Ribeiro adaptou, também para o cinema, Frei Luis de Sousa. Esta obra também foi adaptada para a televisão em 1967 pelo diretor Jorge Listopad. Também para a TV, em 1967, o diretor Artur Ramos adaptou a obra Tio Simplício. Confira, abaixo, as obras completas.

1819 — Lucrécia
1821 — O Retrato de Vénus
1821 — Catão (teatro)
1821 — Mérope (teatro)
1822 — O Toucador
1825 — Camões
1826 — Dona Branca
1828 — Adozinda
1829 — Lírica de João Mínimo
1838 — Um Auto de Gil Vicente
1841 — O Alfageme de Santarém
1843 — Romanceiro e Cancioneiro Geral (tomos 1 e 2)
1850 — O Arco de Sant'Ana
1851 — Romanceiro e Cancioneiro Geral (tomos 3 e 4)
1853 — Folhas Caídas

 

 


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