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Categoria: Fato do dia
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Gregos vs.
Macedônicos

7/08/322 a.C. — Aconteceu no dia sete de agosto do ano 322 antes da Era Cristã (há 2.348 anos) a Batalha de Cranão. O conflito opôs o exército da Macedônia ao exército de uma federação de cidades gregas, grupo liderado pela cidade de Atenas. O nome da batalha refere-se à cidade homônima na Região da Tessália no centro-norte da Grécia. O conflito decorreu da inconformidade dos gregos com o domínio imposto pelos macedônicos após a morte do rei Alexandre, o Grande. Atenas e os seus aliados recusaram-se a aceitar a autoridade do novo rei macedônico, o Filipe 3.º. A vitória na batalha coube aos macedônicos liderados pelos generais Antipatro e Crátero.

No contexto histórico, o Crátero trouxe seis mil soldados de infantaria, que haviam sido levados pelo Alexandre para a Ásia, quatro mil que haviam sido alistados durante a marcha, mil arqueiros persas e 1,5 mil cavaleiros. Ao chegar à Tessália, o general pôs-se ao comando do Antípatro. Com as forças que haviam sido trazidas, o exército macedônio contava com mais de quarenta mil soldados de infantaria, três mil arqueiros e atiradores de funda e cinco mil cavaleiros. A forças gregas estavam em número bem inferior. Contavam, segundo os historiadores, com 25 mil soldados de infantaria e 3,5 mil cavaleiros. Após destruir a aliança das cidades gregas, os macedônicos avançaram sobre Atenas e obtiveram rendição total. Dominaram a Grécia até o ano 146 a.C.

FILIPE 3.º nasceu em dia e mês incertos do ano 359 a.C. Morreu no dia 25 de dezembro do ano 317 a.C. Era meio-irmão mais velho do Alexandre, o Grande. Com a morte do irmão, assumiu os cargos de rei da Macedônia, de faraó do Egito e de rei da Pérsia. Governou esses impérios por seis anos até a sua morte. Foi sucedido pelo Alexandre 4.º, o filho do Alexandre com a princesa persa Roxana. Os historiadores descrevem o reinado do Filipe 3.º como um período nominal em que ele serviu apenas de fantoche ou símbolo de legitimidade para os generais competidores após a morte do Alexandre. Portador de deficiências intelectuais ou cognitivas, o rei foi manipulado por regentes sucessivos até ser executado por ordem da Olímpia, a mãe do Alexandre.