Judeus

31/03/1492 — Foi publicado no dia 31 de março de 1492 (há 534 anos) o Decreto de Alhambra, também conhecido como “Edito de Granada” e “Edito de Expulsão”. Tratou-se de uma lei imposta pelos reis católicos Isabel 1.ª de Castela e Fernando 2.º de Aragão. O documento ordenou a expulsão dos judeus praticantes nos territórios e possessões das coroas respectivas até 31 de julho daquele ano. O principal objetivo era eliminar a influência dos judeus. Mais da metade dos judeus da Espanha haviam se convertido como resultado da perseguição ocorrida desde 1391.

Mas ainda havia um número significativo que se recusava a conversão católica. Como resultado do decreto e das perseguições em anos anteriores, mais de 200 mil judeus se converteram ao catolicismo. Mas outros 100 mil foram expulsos. Isso levou à migração em massa de judeus da Espanha para a Península Itálica, Grécia e Bacia do Mediterrâneo. A lei dos reis Isabel e Fernando foi revogada simbolicamente no dia dezesseis de dezembro de 1968, após a realização do Concílio Vaticano 2.º, quase cinco séculos depois. O reino de Castela e Aragão vicejou por trinta e sete anos. Acabou formalmente 1516 com a posse do rei Carlos 1.º, o neto da Isabel e do Fernando.

Ditadura

31/03/1964 — Aconteceu no dia 31 de março de 1964 (há 62 anos) o golpe militar que derrubou o então presidente João Goulart. O golpe pôs fim à Quarta República (1946–1964) e iniciou a ditadura militar brasileira (1964–1985). Teve início na forma de uma rebelião militar. Foi seguido pela declaração de vacância da presidência da república pelo Congresso Nacional no dia dois de abril, pela formação de uma junta militar (Comando Supremo da Revolução) e pelo exílio do presidente deposto no dia quatro. No lugar do João Goulart assumiu provisoriamente o Ranieri Mazzilli, presidente da Câmara dos Deputados, até a eleição pelo sistema indireto do general Humberto de Alencar Castelo Branco, um dos principais líderes do golpe.


 

 

 



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