o-jovem-messias1The Young Messiah

25/03/2016 — A Bíblia possui quatro evangelhos que narram a vida de

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No filme “O Jovem Messias”, que chegou ao Brasil no dia 24/03/2016, as lacunas deixadas pela Bíblia são preenchidas pela história imaginada pela escritora Anne Rice. Por décadas, a autora americana dedicou sua escrita a seres vampirescos. O seu livro mais famoso — “Entrevista com o Vampiro”, de 1976 — foi adaptado para o cinema em 1994,  com Tom Cruise e Brad Pitt. Na trama cristã, a autora lança mão do seu conhecimento dos recursos da fantasia e transforma Jesus Cristo, interpretado pelo Adam Greaves-Neal, num ser com poderes difíceis de serem assimilados por uma criança. Aos sete anos, ele ressuscita um pássaro morto, habilidade que, mais tarde, levantará do leito de morte um adolescente que lhe praticara bullying.

o-jovem-messias2Jesus não entendia por que era dotado de poderes. Seus pais e tios evitavam falar sobre o seu passado curto, mas já repleto de episódios miraculosos. Protetores, José (Vincent Walsh) e Maria (Sara Lazzaro) pedem ao filho que não realize milagres para não chamar a atenção dos romanos, muito menos do Herodes Antipas, filho do Herodes, o Grande, o rei da Judéia, que levou a família do messias a fugir para o Egito quando ordenou a matança de todos os garotos com menos de dois anos de idade. O episódio que marcou a história dos hebreus é usado na narrativa como um trauma na vida de alguns soldados, entre eles Severus (Sean Bean), que será novamente incumbido da missão de encontrar o tal salvador para matá-lo enquanto não oferece perigo ao império.

A busca de Severus pelo Jesus e a família, que acabam de retornar do Egito para Nazaré, na Galileia, contorna a trama principal. Essa trama é focada na crise de identidade pra lá de precoce do jovem de sete anos de idade. Segundo a crítica, o filme pode gerar polêmicas porque a igreja considera como o primeiro milagre de Jesus a transformação de água em vinho durante uma festa de casamento. Esteticamente, o diretor Cyrus Nowrasteh exagerou nas cores típicas de filmes religiosos. As músicas são em tom sacro e a direção de arte usa estranhos focos de luz. A temática, pendente para fantasia, porém, chama a atenção de quem é e de quem não é religioso.


 

 



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