for-the-boys p1Para Eles, Com Muito Amor

FOR THE BOYS foi lançado oficialmente nos Estados Unidos, no dia 22 de novembro de 1991. Estreou nos cinemas brasileiros no dia 1.º de junho de 2002.

Em 1942, o mundo estava em guerra e Eddie Sparks encontrava-se no auge de sua carreira. Ninguém era capaz de superar sua música e seu charme, até que surgiu Dixie Leonard. Ela não era apenas uma cantora típica. Na realidade, ela possui algo mais. Passo a passo, gargalhada a gargalhada, Dixie vai se equiparando a Eddie. E, a partir do momento em que se uniram no palco, eles tornaram-se simplesmente mágicos, divertindo as tropas americanas por meio século. Fora do palco, Dixie e Eddie travavam sua própria guerra pessoal, que escondia um amor impossível. Porém, quando a cortina abria e os aplausos surgiam, eles ganhavam o palco, sorriam, e com muito amor apresentavam um grande espetáculo.

for-the-boys1Antes de ver o filme pronto, a produtora, idealizadora e protagonista Bette Midler também percorreu um longo percurso. Foram necessários doze anos de persistência, durante os quais bateu nas portas de quatro estúdios. A ideia do filme surgiu logo de sua estreia no cinema em A Rosa, baseado na vida de Janis Joplin. Ela teria ficado chateada porque a personagem morria no final e então teve a ideia de ressuscitá-la em outro filme. A produção só foi possível graças à união de esforços de três mulheres: Bette Midler, Bonnie Bruckheimer e Margatet South, que comandavam a Companhia All Girl Productions, fundada em 1985.

O filme é a prova do carisma e a determinação de Bette Midler. Os Estúdios Disney, os primeiros interessados no projeto desistiram dele em 1986. A Fox Filmes topou levá-lo à frente, mas as filmagens nunca decolavam em função de uma série de troca de executivos na cúpula da companhia. O projeto ficou no papel até 1989, quando Joe Roth se tornou presidente da Fox. Em seguida, Bette Midler não teve dificuldades em convencer Mark Rydell para dirigir o filme. Este, porém, foi um dos responsáveis pelo retardamento das filmagens, pois não gostou do roteiro e convocou Marshall Brickmann para reescrevê-lo. Foi enxertado humor na história, cujas modificações renderam 41 rascunhos e 200 páginas de possíveis finais.

De acordo com os críticos, o filme arrebata o espectador pelo artifício de fazê-lo sentir-se, na plateia, como se fosse mais um dos soldados, vibrando com as palhaçadas de Dixie Leonard, encantando-se com sua emocionante interpretação de músicas como In My Life, dos Beatles. Quando ela canta, assiste-se a um excelente musical. Quando um blecaute apaga as luzes do acampamento e ela comenta “eu sozinha no escuro com milhares de homens — Deus existe”, embarca-se na comédia. O filme é ambicioso e vai além da crítica à guerra, numa produção digna de aplausos. Pelo desempenho, Bette Midler foi indicada para o Oscar de melhor atriz. (extraído da matéria Batalha Vitoriosa, publicada na revista Veja, edição de 29 de abril de 1992, página 90).

Elenco
Bette Midler (Dixie Leonard)
James Caan (Eddie Sparks)
George Segal (Art Silver)
Patrick O'Neal (Shephard)
Christopher Rydell (Danny Leonard)
Arye Gross (Jeff Brooks)
Norman Fell (Sam Schiff)
Rosemary Murphy (Luanna Trott)
Billy Bob Thornton (sargento da Marinha)

Ficha Técnica
ORIGEM: Estados Unidos
GÊNERO: Musical/Comédia
DURAÇÃO: 2h18min
DIREÇÃO: Mark Rydell
ROTEIRO: Marshall Brickman
PRODUÇÃO: Bonnie Bruckheimer
PRODUÇÃO EXECUTIVA: Mark Rydell
MÚSICA ORIGINAL: Dave Grusin
FOTOGRAFIA: Stephen Goldblatt
MONTAGEM: Jerry Greenberg
DIREÇÃO DE ARTE: Dianne Wager
FIGURINOS: Wayne Finkelman
COMPANHIA: All Girl Productions
ORÇAMENTO: US$ 40 milhões
BILHETERIA (EUA): US$ 17,9 milhões
BILHETERIA TOTAL: US$ 23,2 milhões


 

 



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