butantan-ovos1A Gripe H1N1

11/04/2016 — A fecundação de 54 milhões de ovos de galinha foi necessária para que os cientistas do Instituto Butantã produzissem as vacinas contra a gripe H1N1 que começaram a ser distribuídas no Estado de São Paulo. Os ovos são necessários para o cultivo dos vírus usados no imunizante. Cerca de quinhentos funcionários trabalharam 24 horas por dia para garantir a entrega antecipada das vacinas. É no interior de ovos fecundados, contendo embriões com exatos 11 dias, que são injetadas amostras do vírus H1N1 e dos outros dois tipos da gripe, incluídos na vacina: H3N2 e B.

A produção dos ovos é procedida na cidade de Itirapina, interior de São Paulo. Durante pelo menos 72 horas, os ovos ficam em período de incubação, quando o vírus injetado se multiplica no líquido que envolve o pintinho. Cada ovo rende o equivalente a três doses de apenas um dos vírus. Como a vacina protege contra três tipos, precisa-se repetir esse processo com cada tipo, o que exige 54 milhões de ovos para produzir as 54 milhões de doses da vacina trivalente que o instituto fornece para o Ministério da Saúde. Após as 72 horas de incubação, o líquido é retirado do ovo e purificado para que apenas as amostras de vírus sejam extraídas. Em seguida, é iniciado um processo para matar o vírus para que ele seja fragmentado e fique sem atividade.

O conhecimento do processo de produção da vacina contra a influenza foi transferido da francesa Sanofi Pasteur para o Butantã através de um acordo iniciado em 1999 e concluído em 2012. Naquele ano, o instituto inaugurou em São Paulo uma fábrica específica para a produção da vacina contra a gripe, a maior da América Latina, exclusiva para a doença. Desde então, o número de doses produzidas nacionalmente vem aumentando, passando de sete milhões no primeiro ano para o número atual. Essa fábrica foi pensada para produzir 20 milhões de doses por ano, mas investimentos foram feitos para aumentar os turnos de trabalho. Também foram descobertas formas mais eficazes para a produção do vírus, o que aumentou a produtividade.

cobra1Laboratório De Artrópodes
12/08/2015 — O Instituto Butantan finalizou as obras de modernização e ampliação da sua fábrica de soros e estoques para atender aos novos padrões exigidos pela Agência de Vigilância Sanitária na fabricação de medicamentos. O novo prédio do Laboratório de Artrópodes, onde são criadas as aranhas e escorpiões que fornecem o veneno para a produção de soro, já está pronto. Foram investidos R$ 43 milhões, recursos da Fundação Butantan e do governo federal. Cerca de R$ 21 milhões foram usados na reforma da fábrica de soros. Atualmente, o instituto produz treze diferentes tipos de soro para tratamento em caso de acidentes com animais peçonhentos, raiva em humanos, botulismo, difteria e tétano. O Butantan é um órgão do governo de São Paulo.

butantan1Instituto Butantan
Foi fundado no dia 23 de fevereiro de 1901. É um centro de pesquisa biomédica pertencente ao governo estadual, localizado no Bairro do Butantan, na cidade de São Paulo. É responsável pela produção de grande parte de soros e vacinas consumidos no Brasil. É também um importante ponto turístico, contando com um parque e quatro museus: Museu Biológico do Instituto Butantan, Museu Histórico, Museu de Microbiologia e o Museu de Saúde Pública Emílio Ribas, depositário de um dos mais importantes acervos documentais da saúde do país. Além disso, conta com o Hospital Vital Brazil, referência no atendimento de acidentes com animais peçonhentos, uma biblioteca, um serpentário, unidades de produção de soros, vacinas e biofármacos.

butantan-incendio1Incêndio Nas Instalações
15/05/2010 — Um incêndio no Instituto Butantan, em São Paulo, destruiu uma das mais importantes coleções de animais do mundo. Mais de 500 mil espécies preservadas para pesquisas foram queimadas. Em menos de duas horas, a coleção que começou a ser feita há mais de cem anos pelo cientista Vital Brasil virou cinzas. O clima entre estudantes, pesquisadores e funcionários era de desolação. Alguns corriam para retirar as espécies vivas que estavam no prédio vizinho. O Instituto Butantan tem mais de 100 anos. Nasceu para combater a peste bubônica e se tornou referência no Brasil em pesquisa científica. Ao todo, 80% dos soros e das vacinas contra venenos distribuídos no país saem de lá. O acervo que se perdeu era o maior do mundo em termos de quantidade.


 

 



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