BNDES & Crédito

18/08/2018 — O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social vai mudar a análise de empréstimos: ela deixará de ser baseada em projetos e vai focar em clientes. O objetivo é tornar mais ágil a concessão de crédito. As médias e grandes empresas que recorrem ao banco diretamente passarão por uma “habilitação” inicial, com um valor máximo de crédito pré-aprovado, que valerá para um ou mais pedidos. As mudanças já começaram a ser adotadas, para que, em outubro, passem a valer para todas as áreas. A nova estrutura organizacional integra o projeto de transformação estratégica do BNDES.  Atualmente, para pedir empréstimo ao banco público, a empresa precisa apresentar um projeto. Se for aprovado numa triagem inicial, o pedido é “enquadrado”. Ou seja, aceito para análise. Se uma mesma empresa faz mais de um pedido ao banco, passa pela triagem a cada projeto apresentado.

Na nova lógica, a triagem inicial habilitará a empresa a tomar até um valor máximo. Até esse limite, a companhia poderá pegar um ou mais empréstimos, em diferentes linhas . Pode ser um crédito automático para comprar maquinário, num primeiro momento, e um financiamento corporativo para expandir a fábrica, em outro momento, por exemplo. Com isso, será extinto o Departamento de Prioridade, hoje responsável pela triagem inicial e por levar as informações para decisão do Comitê de Enquadramento de Crédito, formado por executivos de várias áreas do banco. O enquadramento e a aprovação continuarão existindo, mas mudará o trabalho referente às informações. Para novos clientes, a análise ficará a cargo da recém-criada Área de Fomento e Originação de Crédito. Para clientes antigos, o enquadramento será preparado pelas próprias áreas operacionais, equipes que já fazem a análise completa e acompanham as empresas no dia a dia (com o jornal O Estado de S. Paulo).

O Mega-Lucro BNDES
14/08/2018 — O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social registrou lucro líquido de R$ 4,76 bilhões no primeiro semestre de 2018. Segundo dados divulgados nesta segunda-feira (13), o crescimento é de 253,9% em comparação com o primeiro semestre do ano passado. O valor foi impactado pela redução de R$ 4,69 bilhões (98,3%) da despesa com provisão para riscos de crédito. Houve, ainda, a influência de resultado bruto com participações societárias em R$ 4,10 bilhões (189,3%). Os ganhos com a venda de ações da Petrobras deram ao BNDES o valor de R$ 1,8 bilhão no primeiro semestre deste ano. Já com a Eletropaulo, o lucro obtido foi de R$ 1 bilhão. A inadimplência, de acordo com o relatório, 1,45% no primeiro semestre. O BNDES é um banco do Governo Federal, destinado a financiar programas de crescimento empresarial.


 

 

 



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