Domiciano

14/09/81 — Aconteceu no dia 14 de setembro do ano 81 (há 1.945 anos) a ascensão do Flavio Domiciano ao cargo de imperador do Império Romano. Ele substituiu ao irmão Tito Vespasiano, que morrera com 42 anos, possivelmente vítima de uma febre decorrente da malária. Governou o império por quinze anos até a sua morte no ano 96. Ao contrário do seu irmão Tito, não foi criado propriamente na corte imperial, nem parece ter feito carreira militar. Mas recebeu uma educação privilegiada, digna de um jovem procedente da classe senatorial. Estudou retórica e literatura. De acordo com os historiadores, o Domiciano foi um administrador muito eficiente e rigoroso, mas cometeu o erro de governar de costas para a elite.

Domiciano1FLÁVIO DOMICIANO nasceu no dia 24 de outubro do ano 51. Morreu no dia 18 de setembro do ano 96, vítima de assassinato perpetrado por um grupo de conspiradores palacianos. Foi esfaqueado diretamente pelo mordomo e outros cortesãos. A explicação para esse ato: ele era um tirano cruel, paranoico e megalômano. O senado chegou inclusive a baixar ato normativo com a ordem de retirada do nome dele dos registros públicos. As estátuas dele também foram destruídas. Essa imagem negativa do Domiciano perdurou durante séculos. Mas a historiografia moderna revisou completamente essa imagem. Ele morreu por ter se assumido abertamente como autocrata ao reduzir o senado a um órgão meramente decorativo durante o seu reinado.

REVISIONISMO — Ao cruzar os textos antigos com novas evidências arqueológicas, epigráficas e numismáticas (moedas), os historiadores modernos reconstruíram o governo do Domiciano. Foi um governo de grande estabilidade e competência administrativa. Na economia, o imperador recebeu o império com as finanças fragilizadas. Assim, revalorizou o denário (a moeda romana), combateu a inflação e reformulou rigorosamente a cobrança de impostos. Ele também realizou um grande projeto arquitetônico. Finalizou o coliseu, ergueu o Palácio Flaviano e construiu o estádio que hoje molda a famosa Praça Navona. Nas fronteiras, evitou guerras de expansão desnecessárias e caras. Na religião, ao contrário de outros imperadores, não há evidências de que tenha perseguido os cristãos.


 

 

 



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