Constantino
& Cristianismo
13/06/313 — Foi publicado no dia treze de junho do ano 313 (há 1.713 anos) o Édito de Milão. O documento levou a assinatura do imperador romano Constantino, o Grande. Foi a decisão política mais importante até então para o desenvolvimento do cristianismo. O decreto proclama que o Império Romano seria a partir de então neutro em relação a qualquer credo religioso. Assim, acabou oficialmente com todas as perseguições sancionadas por outros imperadores, especialmente aquelas feitas aos cristãos. Tal documento, publicado em forma de carta, transcreveu o acordo entre os imperadores do ocidente (Constantino) e do oriente (Licínio).
Além da liberdade religiosa, a aplicação do decreto fez devolver os lugares de culto e as propriedades que tinham sido confiscadas aos cristãos e vendidas em hasta pública. Diz o documento: “tudo será devolvido aos cristãos sem pagamento de qualquer indenização e sem qualquer fraude ou decepção”. A decisão deu ao cristianismo e a todas as outras religiões o estatuto de legitimidade comparável com o paganismo. Efetivamente, destituiu o paganismo como religião oficial do império e dos seus exércitos. Antes da emissão do Édito de Milão, o imperador Galério tinha promulgado em 30 de abril de 311 o Édito de Tolerância, também chamado de “Decreto da Indulgência”, no qual, buscando harmonia política, reconheceu o cristianismo e deu fim à perseguição anticristã.
CONSTANTINO 1.º — Recebeu o epíteto de “o Grande”. Nasceu no dia 27 de fevereiro do ano 272 na cidade de Naisso (território da atual Sérvia). Morreu no dia 22 de maio de 337 na cidade de Nicomédia (território da atual Turquia). A causa da morte foi uma doença repentina. Filho do imperador Constâncio Cloro, teve a trajetória política e militar abreviada. Antes de ser aclamado imperador, exerceu o cargo de tribuno militar, um dos maiores na hierarquia do exército. Tornou-se imperador no dia 25 de julho do ano 306. Governou por 31 anos até a sua morte em 337. De acordo com os registros históricos, era pragmático e centralizador. Dentre os seus feitos, destacam-se as reformas político-religiosas. Foi o primeiro imperador a se converter ao cristianismo.