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Categoria: Fato do dia
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Huceine

Huceine110/10/680 — Aconteceu no dia dez de outubro do ano 680 (há 1.346 anos) a morte por decapitação do líder islâmico Huceine ibne Ali, neto do Profeta Maomé. A morte decorreu do fato de ele se negar a prestar juramento de lealdade e fidelidade ao Yazid I, califa que acabara de ser coroado. Huceine considerava a liderança do Yazid ilegítima, tirânica e contrária aos princípios islâmicos. Como neto do Maomé e filho de Ali ibne Abi Talib (o quarto califa), ele se achava a liderança legítima para os seus seguidores, que mais tarde formariam o ramo do islamismo xiita, oposição direta à Dinastia Omíada.

No contexto histórico, ao marchar com um pequeno grupo de familiares e apoiadores para o Iraque, o Huceine e seus seguidores foram interceptados e cercados pelo exército do califa Yazid I na Planície de Carbala. Após dias de cerco e corte de água, o líder islâmico, parentes e companheiros foram mortos. Esse fato marcou um dos eventos mais traumáticos da história do islamismo. O dia dez de outubro é lembrado historicamente como o Dia da Ashura, dia de luto pelo martírio do Huceine ibne Ali. Os fiéis xiitas vestem-se de preto, recitam lamentos, encenam a Tragédia de Carbala e, em algumas comunidades, participam de rituais públicos. A palavra “ashura” vem do termo árabe indicativo para o número dez.

HUCEINE IBNE ALI nasceu no dia nove de janeiro do ano 626 na cidade de Medina (território da atual Arábia Saudita). Morreu no dia dez de outubro do ano 680 na cidade de Carbala (território do atual Iraque). Foi um dos maiores líderes do início da história do islamismo. Ainda criança, ele cresceu e se formou sob a forte influência do avô Maomé. Durante o califado do seu pai, participou na juventude das campanhas e batalhas para fortalecer o islamismo. Também se mostrou muito leal ao irmão Hacana ibne Ali. Com a morte do irmão, não pôde assumir o califado por causa de um acordo anterior feito com o Moáuia 1.º, o califa omíada. Mas é considerado o homem que transformou o xiismo de uma facção puramente política num movimento religioso.