Eugênio
10/08/654 — A aconteceu no dia dez de agosto do ano 654 (há 1.372 anos) a escolha do Eugênio 1.º para o cargo de papa da Igreja Católica. Ele substituiu o Martinho 1.º, que foi afastado e exilado pelo imperador Constantino 2.º. O Eugênio 1.º governou a igreja por quase três anos até 657. Foi o septuagésimo quinto pontífice. Inicialmente, temia-se em Roma que ele fosse um fantoche do imperador para ceder à heresia do monotelismo. Mas ele provou ser irredutível, recusando-se a comungar com o imperador e o patriarca monotelista de Constantinopla. Pelos serviços prestados à igreja, foi aclamado santo depois de morto.
MONOTELISMO — Heresia surgida no cristianismo nos primórdios. Opunha-se ao nestorianismo, que afirmava haver em Jesus Cristo duas pessoas: uma pessoa divina e uma pessoa humana. Essa crença foi condenada pelo Primeiro Concílio de Éfeso em 431. Defendeu-se no concílio que, havendo uma só pessoa em Jesus Cristo, também devia haver uma só natureza. Admitiu-se assim que a natureza humana fora absorvida pela divina. A questão só foi definitivamente resolvida no Concílio de Calcedónia em 451. Esse concílio decidiu que havia em Jesus Cristo duas naturezas, a divina e a humana, subsistindo na única pessoa divina do verbo encarnado. Esta definição não convenceu diversas comunidades, que continuaram a aderir ao monofisismo, algumas até hoje.