Portugal
23/05/1179 — Foi emitida no dia 23 de maio de 1179 (há 847 anos) a bula “Manifestis Probatum”. Significa literalmente “Manifestação Provada”. Foi um dos documentos que deram origem à fundação de Portugal. Pela bula, a Igreja Católica, que tinha poderes inimagináveis na época, reconheceu oficialmente a independência do Condado Portucalense em relação ao Reino de Leão (Espanha) e confirmou o Dom Afonso Henriques como o primeiro rei de Portugal. O reconhecimento não tratou apenas de diplomacia, mas de uma recompensa ao Afonso Henriques pelos esforços em defesa da fé católica e pelo combate que ele deu aos mouros, que infestavam a Península Ibérica.
CONDADO PORTUCALENSE foi oficialmente criado no ano 868 após a reconquista da Cidade do Porto (então chamada Portus Cale) aos mouros pelo cavaleiro Vímara Peres. O condado abrangia inicialmente a região entre os rios Minho e Douro e funcionava como uma zona de fronteira militarizada. Essa primeira fase do embrião do que viria a ser Portugal durou até o ano 1096. Na segunda fase do condado, o rei Afonso VI de Leão (Espanha) entregou o governo do condado ao nobre francês Dom Henrique de Borgonha, que havia se casado com a Dona Teresa, a sua filha. O Henrique alargou os territórios do condado para o sul, fixou residência na cidade de Guimarães e iniciou um processo de fortalecimento político. O processo de independência levou quase um século.
Mártires
da revolução
23/05/1932 — Aconteceu no dia 23 de maio de 1932 (há 94 anos) o assassinato dos estudantes Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo por tropas federais do governo Getúlio Vargas. Os jovens participavam pacificamente de uma manifestação no centro de São Paulo pela democracia e por uma Assembleia Nacional Constituinte. Na época, o país era governado de forma discricionária (ditadura) pelo presidente Getúlio Vargas. A intervenção violenta do regime contra os estudantes fez eclodir no dia nove de julho do mesmo ano a Revolução Constitucionalista, em que o Estado de São Paulo se insurgiu contra o Governo Federal. A sigla M.M.D.C. passou a ser o estandarte da revolução. Os corpos dos jovens estão sepultados no Obelisco do Ibirapuera.