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Categoria: Fato do dia
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Índia
vs. Portugal

5/11/1538 — Terminou no dia cinco de novembro de 1538 (há 488 anos) o Primeiro Cerco de Diu na Índia. O conflito, iniciado em setembro do mesmo ano, opôs forças do então poderoso Império Otomano às forças portuguesas de ocupação. A pequena guarnição portuguesa, com cerca de seiscentos soldados, foi comandada pelo António da Silveira. Do lado oposto, as forças otomanas foram lideradas pelo Hadim Suleiman Pasha, contingente aliado ao governante local. Eles somavam dezenas de navios e milhares de combatentes. Mesmo em menor número, os portugueses conseguiram rechaçar os otomanos. A vitória garantiu a dominação sobre o comércio de especiarias e das rotas marítimas do Oceano Índico.

COLONIZAÇÃO PORTUGUESA DA ÍNDIA começou em 1498 com a chegada do navegador Vasco da Gama ao Porto de Calecute. A chegada rompeu o monopólio terrestre das especiarias (pimenta, cravo e canela) então controlado por árabes e italianos, ligando diretamente a Europa ao Oceano Índico. Diferente de uma colonização de povoamento, o projeto português no oriente era primariamente comercial e marítimo, focado em dominar rotas e portos estratégicos. Em 1505 foi instituído o Estado Português da Índia, com Francisco de Almeida no cargo de primeiro vice-rei. Em 1510, sob o comando do Afonso de Albuquerque, os portugueses tomaram a cidade de Goa. Portugal dominou a Índia por 450 anos até 1961. Em 1974, reconheceu oficialmente a soberania indiana.

Dicionário

5/11/1499 — Foi publicado no dia cinco de novembro de 1499 (há 527 anos) o Catholicon, o primeiro dicionário da língua bretã (inglesa) com vocábulos em francês e em latim. A obra é de autoria do sacerdote cristão Jehan Lagadeuc. Ele começou a escrevê-la em 1464. O bretão era uma língua falada em grande parte do atual Reino Unido e em territórios sob o domínio francês. A impressão se deu através das técnicas rudimentares da máquina inventada pelo alemão Johannes Gutenberg em 1439, com tiragem limitada. O dicionário é referido por alguns historiadores como o Catholicon Armoricum para distingui-lo de outro dicionário italiano escrito no Século 13. O dicionário bretão sobreviveu aos tempos. Há uma cópia arquivada na Biblioteca Nacional de Paris.