Niceia
24/09/787 — Aconteceu no dia 24 de setembro de 787 (1.239 anos) o início do Segundo Concílio de Niceia. O encontro se estendeu até o dia 23 de outubro do mesmo ano. Reuniu mais de trezentos bispos da igreja católica e da igreja ortodoxa. Foi convocado pela imperatriz bizantina Irene e presidido pelo patriarca Tarásio. O objetivo era decidir o restabelecimento dos ícones no âmbito das duas igrejas. A veneração dos ícones tinha sido abolida pelo imperador Leão 3.º em 730. Para aprovar a restauração do culto às imagens religiosas, os bispos levaram em consideração algumas passagens bíblicas, especialmente as do “Êxodo 25:19”, do “Números 7:89”, do “Ezequiel 41;18” e “Gênesis 31:34”.
No contexto histórico, o imperador bizantino Leão 3.º publicou em 730 um decreto em que proibiu a veneração de imagens religiosas no âmbito do império. De acordo com a exposição de motivos, ele queria purificar o cristianismo e diminuir o grande político e econômico dos mosteiros. Milhares de obras de artes sacras foram destruídas no período. O imperador morreu no ano 741. Foi sucedido pelo filho, o Constantino 5.º. Pedida a revisão da matéria, o novo imperador convocou o Concílio de Hieria no ano 754. Esse concílio reuniu mais de trezentos bispos, mas não contou com a presença nem do Papa Bento 14 nem dos patriarcas. O concílio manteve a proibição de veneração de imagens. Em 1787, com apoio da imperatriz Irene de Atenas, a veneração de ícones voltou.
IRENE DE ATENAS nasceu em dia e mês incertos do ano 752 na cidade de Atenas na Grécia. Morreu no dia nove de agosto do ano 703 na Ilha de Lesbos. No ano 769 foi enviada para Constantinopla, a capital do Império Bizantino, para se casar com o imperador Leão 4.º. Em 780, com a morte do marido, ela se tornou regente do filho Constantino 4.º, que tinha apenas nove anos. Quando alcançou 18 anos, o filho quis exercer o poder de forma total, mas a Irene se recusou a ceder o controle do império. Em 797, apoiadores dela capturaram o Constantino e o cegaram. Ela assumiu assim, de fato, o cargo de imperatriz. Ficou no poder até o ano 802, quando foi deposta e exilada para a Ilha de Lesbos. Assumiu o cargo o imperador Nicéforo 1.º.