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Categoria: Fato do dia
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Muralhas

muralhas teo6/11/447 — Aconteceu no dia seis de novembro do ano 447 (há 1.579 anos) um terremoto de alta magnitude na cidade de Constantinopla, então capital do Império Bizantino. O tremor atingiu principalmente as Muralhas Teodosianas, destruindo e derrubando cinquenta e sete torres de vigia. O desastre aconteceu num momento crítico, pois o Átila, o rei dos Huno, avançava com suas tropas, enquanto a capital bizantina ficava vulnerável a uma invasão. Para rechaçar um ataque, o imperador Flávio Teodósio mobilizou cerca de dezesseis mil cidadãos. A reconstrução e a fortificação das muralhas levaram sessenta dias.

MURALHAS TEODOSIANAS começaram a ser construídas no ano 408. A primeira fase foi concluída entre os anos 412 e 414. As muralhas são consideradas uma das obras de engenharia militar mais formidáveis da história humana. A principal característica delas era um sistema defensivo triplo e concêntrico em camadas. Esse sistema impediu invasões por um período de mais de mil anos. A estrutura estendia-se por 6,5 quilômetros. Era composta por vários elementos. Tinha um fosso com vinte metros largura e sete metros de profundidade. A parte externa tinha dois metros de espessura e oito metros de altura. A parte interna media cinco metros de espessura e treze metros de altura. No total eram noventa e seis torres. As muralhas caíram definitivamente em 1453.

Joao12 PapaSínodo
6/11/963 — No dia seis de novembro de 963 (há 1.063 anos) começou o Sínodo de Roma. O encontro se estendeu-até o dia quatro de dezembro do mesmo ano com reuniões na Basílica de São Paulo. Convocado pelo imperador sacro-romano Oto 1.º, o sínodo tinha um único objetivo: discutir e aprovar a deposição do Papa João 12. De acordo com a exposição de motivos da convocação, o chefe da Igreja Católica estaria se servindo do seu poder para organizar uma rebelião armada contra o imperador. Naqueles tempos, a igreja não cuidava apenas de religião. Ela administrava diversas cidades além de Roma, posição chamada pelos historiadores de “estados papais”. No final do sínodo, os bispos votaram pela saída do João 12.