25/01/1554 — SÃO PAULO foi fundada no dia 25 de janeiro de 1554 pelos padres Manuel de Nóbrega e José de Anchieta. Eles subiram a serra a partir de São Vicente, atingiram o planalto e fundaram um colégio jesuíta para catequisar os índios. A cidade ocupa uma área de 1.521 quilômetros quadrados no leste do estado. Tem 11,9 milhões de habitantes. O nome é uma referência ao Apóstolo Paulo, cuja conversão se deu no mesmo dia da fundação. Com o tempo se tornou a maior cidade do país, tanto em termos populacionais quanto em termos econômicos. É o maior centro financeiro da América Latina.
O relevo é caracterizado por um terreno acidentado. As altitudes variam geralmente entre setecentos e mais de mil metros acima do nível do mar. O território é marcado por colinas, morros e vales (relevo ondulado). Possui planícies aluviais ao longo dos rios Tietê e Pinheiros, além de elevações importantes como a Serra da Cantareira ao norte e o Pico do Jaraguá, ponto mais alto com 1.135 metros. A renda anual por habitante (PIB per capita) é considerada “alta”. Registra, segundo o IBGE, R$ 66.872,84. O Índice de Desenvolvimento Humano de 0,805 é considerado “muito alto” pelos padrões da ONU. São Paulo abriga três dos maiores clubes brasileiros: Corinthians (Tatuapé), Palmeiras (Água Branca) e São Paulo (Morumbi).
Cláudio
Imperador
24/01/41 — No dia 24 de janeiro do ano 41 (há 1.975 anos), a Guarda Pretoriana do Império Romano proclamou o Cláudio César Germânico imperador após assassinar o imperador Caio Júlio César Germânico, mais conhecido por Calígula. O assassínato do Calígula decorreu do seu comportamento tirânico, sua instabilidade mental, da humilhação que impunha aos oficiais e à crescente crise política com o Senado Romano. A substituição recaiu nos ombros do Cláudio quase que por acaso. Mas também pesou o fato de ele ser último remanescente da Dinastia Júlia (Júlio César). Isso garantiria a legitimidade dinástica.
Mas no geral todos consideravam o novo imperador um homem fraco. Ele tinha defeitos congênitos. Coxeava de uma perna e era gago. Passou todo o tempo da sua vida distanciado do poder. Vivia nas bibliotecas públicas estudando. Viajava muito. Tornou-se mesmo um renomado historiador. Embora inexperiente, revelou-se um administrador muito capaz e eficiente. Expandiu a burocracia imperial, restaurou as finanças do império e construiu obras grandiosas: novas estradas, aquedutos e canais por todo o império. Governou treze anos de 41 a 54. Teria morrido envenenado pela própria esposa Agripina, o que deu espaço para a ascensão do Nero. A vida dele está contada na obra “Eu, Claudius”, biografia escrita pelo historiador britânico Robert Graves em 1934.