Agostinianos
04/05/1256 — Foi publicada no dia quatro de maio de 1256 (há 770 anos) a bula papal “Licet Ecclesiae Catholicae”. Em latim significa literalmente “Permite-se na Igreja Católica”. A bula levou a assinatura do Papa Alexandre 4.º. O documento formalizou a grande união de diversos grupos eremíticos e fundou oficialmente a Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho (atual Ordem de Santo Agostinho. O resultado foi a unificação das comunidades de eremitas italianos, como os guillermitas e outros grupos toscanos sob a regra do Santo Agostinho. Estabeleceu os agostinianos como uma das grandes ordens mendicantes da Igreja Católica, ao lado dos franciscanos e dos dominicanos.
O ato objetivou organizar e fortalecer a vida religiosa, vida focada em "ter um só coração e uma só alma voltados para Deus”. A regra do Santo Agostinho é um documento breve, escrito pelo Agostinho de Hipona por volta do ano 400. A regra estabelece diretrizes para a vida religiosa em comunidade. É considerada a regra monástica mais antiga da igreja ocidental. Com o passar dos tempos, a Ordem Agostiniana se tornou uma das mais poderosas da Igreja Católica. Curiosamente, porém, a ordem só veio a eleger um papa em 2025, o americano Leão 14. No Brasil, os agostinianos começaram a se organizar no Século 17. Consolidou-se a partir de 1899 com a chegada de missionários vindos da Espanha. Os agostinianos atuam em paróquias, colégios e projetos sociais.
AGOSTINHO DE HIPONA — Nasceu no dia treze de novembro do ano 354 na cidade de Tagaste na Numídia (território da atual Argélia) na África do Norte). Morreu no dia 28 de agosto do ano 430 na cidade de Hipona na mesma região africana. Filho de uma família abastada, viveu de forma livre. Viajou por diversos lugares até chegar à cidade de Milão na Itália, onde tomou contado com pensadores e teólogos. Converteu-se ao cristianismo apenas com mais de trinta anos. Logo depois, voltou para a terra natal para exercer as funções de sacerdote. Também começou a escrever sobre teologia. Formulou a tese da trindade — pai, filho e espírito santo — e teorizou sobre o livre arbítrio. Tornou-se o maior doutor da igreja. Após sua morte, foi canonizado (tornado santo) por aclamação popular.