TeodósioTeodósio &
Cristianismo
19/01/379 — No dia dezenove de janeiro do ano 379 (há 1.647 anos), o imperador romano Flávio Graciano nomeou o Flávio Teodósio para o cargo de co-imperador do Oriente. Esse fato foi preponderante para o fortalecimento do cristianismo no império. No ano 378, com a morte do imperador Valente 2.º, assumiu também o cargo no Ocidente, tornando-se assim o único imperador das duas porções imperiais. Era um cristão ferrenho. Por isso, a sua principal medida como governante foi a assinatura do Édito da Tessalônica no dia 17 de fevereiro do ano 380. O documento instituiu o cristianismo como religião oficial do Império Romano.

O imperador Teodosio 1.º nasceu no dia 11 de janeiro de 346 em Cauca na Província Hispânica. Essa cidade situa-se na hoje Comunidade Autônoma de Castela e Leão na Espanha. Tornou-se com o tempo num destacado oficial do exército, o que lhe deu possibilidades de ascensão na carreira política. A grande oportunidade aconteceu em agosto do ano 378 com a ocorrência do Desastre de Adrianópolis. Nesse evento — uma batalha sangrenta dos romanos contra os germânicos godos —, morreu o co-imperador do Oriente Valente 1.º. Na sequência foi nomeado para substituir o co-imperador morto. No cargo, conseguiu em pouco tempo uma paz até certo ponto duradoura com os povos germânicos. Ele governou o Império Romano por dezessete anos até o ano 395.

magnencio1Magnêncio
vs. Constâncio
18/01/350 — No dia dezoito de janeiro do ano 350 (há 1.676 anos), o general Flávio Magnêncio perpetrou um golpe de estado no Império Romano. Ele derrubou o imperador Constâncio 1.º, que estava no poder desde o ano 337 (treze anos). Ação golpista motivou-se principalmente pela extrema impopularidade do Constâncio entre o exército e a elite administrativa da Gália (atual território da França), somada à ambição política do Magnêncio, um comandante militar de origem germânica (alemã). A impopularidade do imperador derrubado decorria do seu estado paranoico.

Magnêncio foi aclamado durante um banquete oficial na Gália. Dias depois marchou com suas tropas para a cidade Roma. As tropas encontraram e executaram o Constâncio. O novo imperador governou pouco mais de três anos até 353. Para garantir o apoio da elite no Senado Romano, que em grande parte ainda professava a antiga religião romana, revogou as proibições do imperador derrubado contra sacrifícios religiosos noturnos. No entanto, a cunhagem de moedas mostrou que ele também tentava se manter oficialmente como cristão. A administração foi marcada pela necessidade de legitimação perante os “romanos da gema”. A política combinou tolerância religiosa e uma gestão focada na defesa militar contra o Constâncio 2.º, irmão do Constâncio 1.º, imperador romano do Oriente.


 

 

 



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