cabiros in1Os CABIROS foram deuses venerados em diversos lugares da Grécia Antiga, na Macedônia e, mais especialmente, na Samotrácia, onde se encontrava o seu principal santuário. Permanecem sob mistério, pois pouco se sabe de seus caracteres, sua natureza e origem. Numa tradição mais corrente, eram filhos de Cabiro1 e Hefesto (Vulcano para os romanos), que lhes transmitiu poderes sobre os metais e técnicas de metalurgia. Eram invocados para velar pela prosperidade dos campos e para proteger os marinheiros dos naufrágios, nas regiões cheias de escolhos.

Mais tarde, os romanos adotaram o seu culto, chamando-os de “deuses possantes”. Associavam-nos à tríade Júpiter (Zeus para os gregos), Minerva (Atená para os gregos) e Mercúrio (Hermes para os gregos). Os gregos representavam-nos com um martelo na mão. Os romanos retratavam-nos com um boné pontudo e um ramo de cipreste, emblema do mundo do além. As lendas a eles referentes são muito raras. Faziam parte do cortejo de Cibele. Por isso, são, frequentemente, confundidos com os Coribantes2 e com os Curetes3.

curetes in1REFERÊNCIAS

01 CABIRO: Filha de Proteu e Anquínoe. Era originária de Lemnos. Foi amada por Hefesto (Vulcano para os romanos), deus do fogo, de quem teve os Cabiros e das três ninfas chamadas Cabírides.

02CORIBANTES: Sacerdotes de Cibele, deusa da natureza selvagem, frequentemente identificados com os Curetes. Celebravam a deusa com grande tumulto: danças alucinadas ao som de tambores e címbalos, misturado com cantos a altas vozes. Segundo a lenda, teriam cantado em torno do berço de Zeus (Júpiter para os romanos), deus supremo, para impedir que Cronos (Saturno para os romanos), filho do Céu e da Terra, ouvisse o choro da criança e fosse devorá-la.

03CURETES: Divindades confundidas com os Coribantes e os Dáctilos. Segundo a tradição mais corrente, nasceram na Eubeia, como filhos do deus Soco e de Combe. Banidos pelo pai — um ser violento — passaram com a mão por Creta, Cnossos e foram ter na Frígia, onde educaram Dioniso (Baco para os romanos), deus do vinho. Em seguida chegaram à Ática, cujo rei, Cécrope, os ajudou a se vingarem do pai, propiciando o retorno à pátria. Com uivos e danças tumultuosas, impediram Cronos (Saturno para os romanos), deus do Céu e da Terra, de ouvir o choro de Zeus (Júpiter para os romanos), deus supremo. Por ordem de Hera (Juno para os romanos), raptaram Épafo, filho de Zeus e Io. O pai dos deuses, irritado, os fulminou. O número e os nomes dessas divindades variam segundo a tradição.


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