ACACÁLIS — Ninfa da cidade de Creta e filha do rei Minos. Do seu amor com o deus Hermes (Mercúrio para os romanos), nasceu o Cidão, que viria, depois, fundar a cidade de Cidônia. Já com o deus Apolo teve três filhos: Naxo, Mileto e Anfitémis.

ACACO — Filho de Licaão, rei da Arcádia. Fundo nessa mesma região a cidade de Acacésio. Segundo uma outra tradição, foi o pai adotivo do deus Hermes (Mercúrio para os romanos).

ACADEMOS — Herói da Ática, região da Grécia que engloba a cidade de Atenas. Revelou aos Dioscuros (Castor e Pólux) o local onde o Teseu aprisionara Helena, aquela mesma, mais tarde, responsável pela Guerra de Troia. Foi enterrado num bosque, onde o filósofo Platão, mais tarde, instalou a sua academia.

ACADINA — Fonte da Sicília consagrada aos deuses Pálicos, filhos do deus Hefestos (Vulcano para os romanos). Suas águas tinham o poder de revelar a sinceridade dos juramentos que nelas eram jogados, incritos em tabuinhas. Se esss tabuinhas flutuassem, os juramentos eram sinceros. Se não, eram falsos.

ACAIA — Região do Peloponeso. Passou a ser nome da Grécia quando esta ficou sob o domínio dos romanos.
ACALANTIS — Filha do Piero. Juntamente com suas irmãs, desafiou as Musas afirmando cantar melhor que elas. As Musas, indignadas, transformaram as três irmãs em pássaros.

ÁCALE — Sobrinho do Dédalo. Inventou o compasso e a serra. Com isso, despertou a inveja do tio, que, temendo ser superado por ele, arremessou-o do alto de uma torre. Atená (Minerva para os romanos), a deusa da sabedoria, o transformou em perdiz, ave galiforme pertencente à família Phasianidae.

ACAMANTE — Filho do Teseu e da Fedra. Foi, numa embaixada com Diomedes, a Troia para reclamar a devolução da rainha Helena, de Esparta, raptada pelo príncipe Páris Alexandre. Lá, seduziu Laódice, filha do rei Príamo. Dessa união, nasceu o Munico. Fez parte, mais tarde, do corpo de guerreiros que se ocultaram no famoso Cavalo de Troia. Numa outra tradição, é filho do Antenor e da Teano. Nessa versão também foi um herói da Guerra de Troia.

ACANTO — Filho do Antonoo e da Hipodâmia. Foi devorado pelos cavalos do seu pai. Diante dessa morte, os membros da sua família demonstraram tão grande dor que Zeus (Júpiter para os romanos) e Apolo, compadecidos, os transformaram em pássaros. Numa outra tradição, apresenta-se como ninfa amada pelo deus Apolo. Depois, foi metamorfoseada na planta que leva o seu nome. É uma planta da família das Acantáceas. Tem flores branco-rosadas em forma de espiga.

ACARNANES — Filho do Alcmeão e da Calírroe. Por obra do Zeus (Júpiter para os romanos) — e a pedido da mãe —, ele e o irmão Anfóteros passaram diretamente da infância para a juventude para poderem vingar a morte o pai. Em seguida, dirigiram-se a Delfos para entregar ao deus Apolo o colar da Harmonia, que muitos transtornos havia causado à família. Deu nome à Arcacânia, cidade da Grécia Setentrional.

ACASTO — Filho do Pélias. Foi um dos argonautas. Astidâmia, sua esposa, irritada com a indiferença do Peleu, do qual estava enamorada, contou ao marido que aquele havia tentado violentá-la. Assim, levou o Peleu para o alto do Monte Pélio, abandonando-o às feras. Salvo pelo Quirão, Peleu, em seguida, matou o marido e a esposa.

ACELO — Filho do Héracles (Hércules para os romanos) e da Mális. Deu o seu nome a uma cidade da Lícia, regiao da Ásia Menor, na fronteira da Grécia com a atual Turquia.

ACESTES — Filho do deus fluvial Crimiso e da troiana Egesta. Hospedou Eneias e o ajudou a construir, no cume do Monte Érix, na Sicília, um monumento fúnebre dedicado ao Anquises, pai do herói. Fundou a cidade de Segesta, também na Sicília.

ACETES — Marinheiro de um navio corsário. Quando os seus companheiros raptaram Dioniso (Baco para os romanos), foi o único a reconhecer o deus do vinho e da alegria. Em vão, insistiu para que os companheiros libertassem o deus. Dando-se a conhecer, Dioniso transformou os piratas em delfins. Em reconhecimento, o preservou. Noutra tradição menos importante, foi o filho do Sol e da Perse.

ACIDÁLIA — Fonte da Beócia, na Grécia Central, onde a deusa Afrodite (Vênus, para os romanos) e as Graças costumavam se banhar.

ACINETO — Filho do Héracles (Hércules para os romanos), assassinado pelo pai num acesso de furor.
ÁCIS: Filho do Fauno, deus dos pastores, e da Simétis. Amado pela ninfa Galateia, despertou a ira do ciclope Polifemo. Este, que também era enamorado da jovem, esmagou-o com uma rocha. A pedito da amada, o deus Poseidon (Netuno para os romanos) o transformou num rio.

ÁCMON — Pai da Terra e do Céu entre os fenícios, povo antigo que habitara as regiões litorâneas do atual Líbano e da atual Síria. Era também cultuado na cidade de Creta, situada ao Sul do Mar Egeu, a ilha maior e mais populosa ilha da Grécia.

ACO — Filho do deus Hefesto (Vulcano para os romanos) e da Aglaia, uma das três GRAÇAS.
ACÔNCIO — Jovem da Ilha de Ceos. No tempo da deusa Artémis (Diana para os romanos), em Delos, conheceu Cidipe, uma ateniense de alta estirpe, e dela se enamorou. Temendo não poder desposá-la em virtude da sua posição social inferior, resolveu usar uma artimanha. Gravou numa fruta as seguintes palavras: “Acôncio, juro por Artémis que serei sua” e jogou-a aos pés da amada. Esta apanhou a fruta e leu o juramento ante ao altar da deusa, ficando, assim, ligada a ele. Por três vezes, foi prometida em casamento a outro homem, mas sempre que chegava o dia das núpcias era acometida de febre alta e ficara à beira da morte. Seu pai consultou o oráculo de Delfos e, sabendo do involuntário juramento da jovem, consentiu em sua união com o Acôncio.

ACÔNITO — Planta venenosa nascida da baba do cão Cérbero, quando o Herácles (Hércules para os romanos) o arrancou dos Infernos. Pertence à família das Ranunculaceae, muito utilizada em fármacos homeopáticos. É também conhecida como mata-lobos, pois em lendas de lobisomens seu veneno enfraquece esses bichos. O nome científico é Aconitum napellus.

ACRÍSIO — Rei de Argos, filho do Abante. Despojado do trono pelo irmão Preto, partiu para a Frígia, no Centro-Oeste da Ásia Menor (atual Turquia), onde se casou com a filha do rei Lacedêmon e teve uma filha, à qual deu o nome de Dânae. Mais tarde, foi morto por um filho desta, Perseu, conforme predissera um oráculo.

ACRÓPOLE — Parte alta de uma cidade antiga. Primitivamente, constiuía um lugar de refúgio para as populações ameaçadas por invasões inimigas ou por fragelos naturais. Com o tempo, essa ideia de proteçao associada à altitude conferiu à acrópole um caráter de lugar santificado pelos deuses. Na acrópole, os reis e os poderosos estabeleciam morada, buscando nos altos cumes uma espécie de comunhão direta com os deuses. Dentre as mais célebres acrópoles, figuram as de Corinto, Atenas, Tirinto e Micenas, na Grécia, além das de Troia e Pérgamo, na Ásia e na Itália, respectivamente. Outra famosíssima é o Capitólio, em Roma.

ACTEÃO — Filho do Aristeu e da Autônoe. Clique AQUI.
ACTEIA — Nome da deusa Ceres nas festas consagradas a Elêusis. Refere-se à dor sentida pela deusa com o rapto da sua filha Perséfone (Prosérpina para os romanos).

ACTOR — Herói da Tessália, região no Norte da Grécia, filho do Déion e da Diomeda. É tido como pai do Menésio e avô do Pátroco, herói da Guerra de Troia, morto pelo Heitor e vingado pelo amigo Aquiles. Noutra tradição, aparece como filho do deus Poseidon (Netuno para os romanos) com a Agamede. Numa terceira vertente, seria filho do Acasto, um dos argonautas, e teria sido morto pelo Peleu.


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