Alface
Planta hortense da família das compostas, cujo nome científico é Lactuca sativa. O nome vem do termo árabe al-khass. Após a influência árabe na Península Ibérica, a palavra foi incorporada ao português, transformando-se em “alfaça” e depois “alface”. É utilizada na alimentação humana desde cerca de 500 a.C. Mundialmente cultivada para o consumo em saladas, apresenta inúmeras variedades de folhas, cores, formatos, tamanhos e texturas. Oferece vários benefícios à saúde, como melhora da visão e da pele (vitamina A).
Também fortalece o sistema imunológico (vitamina C), auxílio à digestão (fibras) e controle da pressão arterial (potássio). Além disso, possui propriedades relaxantes e calmantes. Devido à lactucina, contribui para a saúde óssea (vitamina K e cálcio). Na composição química, a alface contém em 100 gramas dezesseis calorias. São 95,8% de água, 2,30% de carboidratos, 1,20% de proteínas, 0,50% de sais minerais e 0,20% de lipídios. Ainda em 100 gramas são 34 de retinol (Vitamina A) equivalente na folha verde. Essa folha ainda contém na mesma quantidade 125 microgramas de Vitamina B2 (riboflavina), um solúvel essencial para o metabolismo energético. Além disso, registra 8,70 miligramas de Vitamina C.
Os sais minerais em 100 gramas são 339 miligramas para o potássio, 42 miligramas para o fósforo, 38 miligramas para o cálcio e 27 miligramas para o magnésio. Há diversas lendas sobre a alface. No Egito antigo era tida como símbolo da fertilidade. Os romanos acreditavam que a alface refrescava o sangue e a consumiam no final das refeições para indução ao sono. Nos contos de fadas dos Irmãos Grimm, a alface aparece com propriedades mágicas. A China é a maior produtora mundial de alface. Responde por cerca de 50% da produção global. O país produz milhões de toneladas, incluindo variedades de talo. Supera amplamente outros grandes produtores como os Estados Unidos e a Índia. O Estado de São Paulo é o maior produtor do Brasil. Liderou o ranking nacional com uma produção superior a 220 mil toneladas em 2025.