odairtristao in429 de abril de 2012
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O presidente da Unimed Franca, Otto Cézar Barbosa, postou no Facebook a seguinte mensagem: “Algumas pessoas com pretensao (sic) politica, acabam usando as redes sociais para auto promoção (sic), de forma absolutamente irresponsável (sic), as informacoes (sic) postadas mesmo que inverídicas (sic) acabam maculando os acusados, e confundindo a opiniao (sic) publica (sic, cabe ao veiculador da informacao (sic) comprovar a veracidade das informacoes (sic). A estas pessoas, o recado nos veremos nos tribunais (sic).” Essa mensagem foi a respeito da informação dada aqui de que a entidade deve quase R$ 15 milhões de ISS à Prefeitura Municipal.

 

Não vou falar sobre política, mas da informação. Quem diz que a Unimed deve para o município é a Divisão de Assuntos Fazendários da Secretaria Municipal de Finanças. Está tudo registrado nas auditorias feitas pelos fiscais. Tanto que a própria Unimed, em seu balanço patrimonial 2011 publicado no jornal Comércio da Franca, fez referência à dívida e disse que o montante está provisionado para pagamento. Esse pagamento ainda não foi feito porque há procedimentos recursais nos níveis administrativo e judicial. Se a Unimed resolver mesmo me processar (deve ser apenas uma bravata do Dr. Otto Cézar), o único documento que encartarei na contestação será o balanço da instituição. Se precisar, solicitarei ao juiz que deternine a vinda ao eventual processo de todas as informações constantes nos autos de infração. Aí, sim, nós vamos ver tudo o que por trás desse assunto.

 

Eu não seria leviano ao ponto de trazer a este site informações inverídicas. Por inverídicas, subtende-se aquela informação que não pode ser comprovada. Até por ter sido secretário adjunto de Finanças, sei da situação de um sem número de empresas e de empresários junto ao fisco municipal. Só que não trarei números, nem nomes a este canto, enquanto estes números e nomes não se tornarem públicos. Alguns já o são, de vez que algumas entidades já fizeram acordo com a Prefeitura para pagamento. É o caso, por exemplo, da Unifran, que devia cerca de R$ 6 milhões. O problema todo — e não culpo as empresas e as instituições devedoras, pois elas estão se defendendo dentro das regras do jogo — é que há uma certa benevolência dos dirigentes políticos para com os ricos. O cidadão comum não tem regalias e é até ameaçado, através de notificações, do risco de perder a casinha no caso de não pagamento.

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