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Joel Silveira, o jornalista sergipano que cobriu a Segunda Guerra Mundial

joel-silveira1Joel Silveira

Nasceu no dia 23 de setembro de 1918, na cidade de Lagarto, Sergipe. Morreu no dia 15 de agosto de 2007, na cidade do Rio de Janeiro, vítima de câncer na próstata.

Ficou célebre pela carreira pioneira e pela linguagem ferina. Chamou a atenção de Assis Chateaubriand, então magnata da imprensa brasileira, por causa da ironia de uma reportagem intitulada Eram Assim os Grã-Finos de São Paulo. Apelidado de “víbora” pelo diretor dos Diários Associados, recebeu dele a tarefa mais séria: a de cobrir a participação da Força Expedicionária Brasileira na Segunda Guerra Mundial. O conflito lhe rendeu material para parte de seus mais de trinta livros. Em sua longa carreira, criticou artistas que outros jornalistas tratavam com veneração, como o cantor João Gilberto e os escritores Oswald e Mário de Andrade.

Além dos livros decorrentes de sua atividade jornalística, escreveu outros quatro de ficção: Dias de Luto (1985), O Dia Em Que o Leão Morreu (1986), Não Foi o Que Você Pediu? (1991) e Os Melhores Contos de Joel Silveira (1998). Em 2003, a mais polêmica reportagem que fez para a revista Diretrizes, abordando os grã-finos de São Paulo, (1946), foi publicada em livro. Para escrever a reportagem, ele ficou uma semana circulando pelos mais badalados salões. Destruiu, sem usar adjetivos, ricos industriais, dondocas, colunistas sociais e playboys, o que gerou um ódio mortal na sociedade paulistana. Por causa da reportagem, foi escorraçado da cidade e voltou corrido para o Rio de Janeiro.


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