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Categoria: Morfeu
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Morfeu

morfeuMORFEU — Era filho do Hipnos, o deus do sono, e da Nix, a deusa da noite. Era também um dos líderes dos oneiros, as entidades que personificam o sonho. O nome em português deriva do grego antigo “Morphéus”, que por sua vez vem da raiz grega “morph”, cujo significado é “forma” ou “figura”. O Morfeu recebeu esse nome devido à sua capacidade de assumir a forma e a aparência humana perfeita nos sonhos dos mortais. Na representação, ele possui grandes asas, que, sem ruído, transportam-no rapidamente às extremidades da Terra. As asas são de borboleta. Ele também leva na mão uma papoula, planta que faz os homens adormecerem.

Morfeu tinha um jeito todo especial de se conectar com os mortais. Ele se transformava em figuras conhecidas e amadas, criando uma atmosfera reconfortante para quem estava sonhando. Além da sua habilidade de entrar nos sonhos, o deus também era um mensageiro requisitado entre os deuses gregos, pois tinha a capacidade de passar mensagens divinas enquanto os mortais estavam em sono profundo. Ele garantia a chegada das informações de forma tranquila, sem causar sustos ou muitos transtornos. As características do Morfeu estão bem definidas na obra “Metamorfoses” do poeta romano Ovídio. Em 1804, o químico alemão Friedrich Sertürner batizou de “morfina” o famoso analgésico-narcótico depois de descobrir os princípios ativos dele.

Referência

METAMORFOSES —  Poema épico escrito pelo poeta romano Ovídio. É considerado uma das obras mais relevantes da literatura ocidental. Ele narra os acontecimentos mais importantes da mitologia greco-romana num enredo de fluxo contínuo. Passou a ser uma das principais fontes de referência para esses mitos. O poema tornou-se público no ano oito. Por causa dele, o Ovídio recebeu uma pena de exílio no Ponto Euxino, uma região do Mar Negro. A obra, ao contrário do que pensava o então imperador Otávio Augusto, que pregava a ordem e a estabilidade, mostra um mundo em constante mutação. O “Metamorfoses” é um conjunto de quinze livros, 250 narrativas e 12 mil versos. Discorre sobre a cosmologia e a história do mundo.