Tânatos
TÂNATOS — O nome deriva do latim “Thanatus”. O seu equivalente na Mitologia Romana é a “Mors” ou a “Leto”. Trata-se de um gênio masculino alado. Era filho da Nix (noite) e do Érebo (escuridão) e irmão do Hipno (sono). Habitava os Campos Elíseos, uma região do mundo subterrâneo. Era representado por uma nuvem prateada que arrebatava a vida dos mortais. Também foi representado por um homem de cabelos e olhos prateados. Seu papel na mitologia grega é acompanhado pelo Hades, o deus do mundo inferior. Aparece em inúmeros mitos e lendas.
Numa dessas lendas, conta-se que o deus supremo Zeus o enviou ao Sísifo, o rei da cidade de Corinto, quando este contou ao Asopo o nome do raptor da sua filha Egina. O soberano conseguiu prendê-lo. Assim, durante algum tempo, nenhuma pessoa morreu. Sísifo o libertou por ordem do Zeus. Diz-se também que ele teve um embate com o Héracles (Hércules) no caso da Alceste, a esposa do Admeto, rei da cidade de Feras. Como a Alceste estava à beira da morte, o deus dos infernos Hades o mandou para pegar a alma dela. O Héracles, porém, o expulsou. Para a psicanálise, o Tânatos é a personificação mítica da pulsão da morte, um impulso instintivo e inconsciente que busca a morte e/ou a destruição. Esse conceito aparece em livros do austríaco Sigmund Freud.
Referência
SIGMUND FREUD nasceu no dia seis de maio de 1856 na cidade de Příbor, hoje no território da República Tcheca, mas que na época pertencia ao Império Austríaco. Morreu no dia 23 de setembro de 1939 (83 anos) na cidade de Londres, a capital da Inglaterra. É considerado o “pai” da psicanálise. Ficou muito famoso com teorias mentais baseadas nos mitos gregos. Entre essas teorias, a mais famosa é a chamada “Complexo de Édipo”. Essa teoria designa o conjunto de desejos amorosos e hostis que um filho experimenta em relação à mãe. Credita-se também a ele o início da utilização da hipnose no tratamento da histeria. Deixou quinze livros escritos sobre o tema psicanálise.