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Categoria: Mitos Gregos
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Céfalo
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CÉFALO era filho do Déion, rei da cidade da Flócida, e da Diomeda. Esposou a Prócris, filha do rei Erecteu, da cidade de Atenas. Foi ardentemente amado pela deusa Aurora, com quem teve o filho Faetonte. Ao deixar a deusa, recebeu dela o dom de mudar de forma. Utilizando esse estratagema para pôr à prova a fidelidade da Prócris, apareceu para a esposa na pele de um rico mercador, cumulando-a de presentes. Depois de muita resistência, a moça o recebeu em sua alcova. Céfalo, então, se revelou. Prócris, envergonhada, partiu para a Ilha de Eubeia, onde se colocou sob a proteção da deusa da vegetação Artémis. Segundo alguns autores, a Prócris recebeu do rei Minos um dardo mágico e um cão que jamais perdera uma caça. Com esses dois presentes, procurou o marido, oferecendo-lhes em troca do seu amor.

Como o Céfalo aceitou sem pestanejar, a esposa recriminou-lhe a atitude. Mas, em seguida, reconciliaram-se. Com os presentes recebidos, o marido começou a se dedicar de forma demasiada à caça. Enciumada, a esposa resolveu segui-lo, ocultando-se entre as folhagens. Céfalo, julgando se tratar de uma fera, arremessou o dardo. Quando percebeu que matara a esposa, suicidou-se. Em seguida, o deus supremo Zeus colocou os dois amantes entre as estrelas. Numa outra tradição menos abonada, Céfalo não teria se matado. Teria sido julgado pelo crime e condenado ao exílio. Nessa condição, teria acompanhado o Anfitrião, rei da cidade de Tebas, na expedição contra os tácios, povo da região de Arcanânia. Depois, retirando-se para uma ilha à qual deu o seu nome, casou-se com a Lisipe. Esta lhe deu quatro filhos, varões das quatro tribos da Ilha de Cefalênia.