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Categoria: Compositores Clássicos
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JOHANN SEBASTIAN BACH nasceu no dia 21 de março de 1685, na cidade de Eisenach, Alemanha. Morreu no dia 28 de julho de 1750, na cidade de Leipzig.

Quando atingiu a idade escolar, o pai o matriculou no ginásio de sua cidade natal. Porém, já o iniciara em sua arte: ensinou-o a tocar viola e violino. Com a morte da mãe, em 1694, e do pai, em 1695, procurou apoio junto a Johann Cristoph, seu irmão mais velho, organista da Igreja de São Miguel, em Orhdruf. Retomou os estudos no liceu municipal e aumentou seus conhecimentos musicais aprendendo a arte do cravo e do órgão, ouvindo, sempre que possível, o organista Johann Pachelbel (1653-1706), músico famoso do seu tempo.

Em 1700, partiu para Lüneburg, onde se empregou como intérprete em dois grupos sinfônicos. Lá ficou até 1703, quando a alteração de sua voz de soprano o obrigou a procurar outro trabalho. Nas horas de folga, escutava o compositor Georg Boehm (1661-1733), organista da Igreja de São João. Se houvesse bom tempo, percorria aproximadamente 48 quilômetros a pé até Hamburgo para ouvir Johann Adams Reinken (1623-1722). Sonhava ser um grande organista. Porém, a oportunidade que lhe surgiu, em 1703, foi para tocar violino na orquestra do duque Johann Ernst, em Weimar. Seis meses mais tarde, a Igreja de São Bonifácio, em Arnsdadt, o convidou para ser seu organista. Abandonou imediatamente a corte de Weimar e partiu para o novo emprego, onde compôs várias peças para órgão, que já davam uma demonstração de seu inegável talento.

A coragem com que defendia suas opiniões musicais e a independência de atitudes lhe criaram um ambiente hostil na nova cidade. Em junho de 1907, mudou-se para Mülhausen, sendo nomeado como organista da Igreja de São Brás. Logo de início, desentendeu-se com o superintendente, o severo Pastor Frohme. Ao fim de um ano, demitiu-se desse emprego e retornou a Weimar, desta vez como organista e diretor da orquestra do príncipe Wilhelm Ernst. Durante os próximos nove anos, compôs quinze de suas 295 cantatas, várias tocatas, prelúdios e fugas para órgão. Descobriu, ainda, os concertos de Antonio Vivaldi, que muito o influenciaram. Não sendo promovido a mestre-de-capela em 1716, indispôs-se com o príncipe e tratou de arranjar outra colocação.

Para impedi-lo de ir embora, o príncipe alegou indisciplina injuriosa e o encarcerou durante um mês. Liberto em dezembro de 1716, rumou para Coethen, onde assumiu a função de mestre-de-capela da orquestra do príncipe Leopold Anhalt. Sem obrigação de fazer música religiosa, dedicou-se principalmente à composição de obras seculares, das quais se destacam os seis Concertos de Brandenburgo (1721), as quatro Suítes e a primeira parte do Cravo Bem Temperado, posteriormente concluído em Leipzig. A morte da esposa e o casamento do príncipe com uma mulher autoritária e pouco amiga das artes o levaram a pleitear o cargo de professor de canto e latim na Escola de São Tomás, em Leipzig. Como prova de sua capacidade, enviou para o conselho da instituição as cantatas Jesus Nomeia os Doze e a Paixão Segundo São João.

Na nova cidade, compôs a maioria de suas obras religiosas, vários motetos, missas e cantatas. Não abandonou, contudo, a música profana. Além de 27 cantatas, compôs a Arte da Fuga e a Oferenda Musical (1747), em homenagem ao rei Frederico II (1712-1786). Pelos cem anos após sua morte, seria lembrado apenas por haver pertencido a uma família de músicos renomados. Ao iniciar-se o século XIX, o compositor Félix Mendelsson encontrou casualmente o manuscrito da Paixão Segundo Mateus. Após uma luta árdua contra seus opositores — que não queriam lhe permitir, por ser judeu, a execução de uma peça de conteúdo cristão —, conseguiu apresentá-la em 1829. Foi o ponto de partida para uma pesquisa ininterrupta da produção de Bach, que, assim, viria a ser considerado um dos maiores mestres da música em todos os tempos.