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Categoria: Reis Britânicos
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elizabeth-i-inglaterra1Elizabeth I

ELIZABETH I DA INGLATERRA nasceu no dia 7 de setembro de 1533, na localidade de Greenwich. Foi coroada no dia 15 de janeiro de 1559 e morreu no dia 24 de março de 1603, na localidade de Richmond.

Reinou entre 1558 e 1603. Conhecida pelo epíteto de A Rainha Virgem, nasceu princesa, mas a sua mãe, Ana Bolena, foi executada dois anos e meio depois do seu nascimento. Assim, foi declarada bastarda e viveu isoladamente, entregando-se com paixão ao estudo: aprendeu a escrever e a falar não somente o francês, mas também o latim, o italiano e o grego. Mais tarde, seu meio-irmão, Eduardo VI, deixou a coroa a Jane Grey, excluindo as suas irmãs da linha de sucessão. No entanto, o testamento foi rejeitado pelo parlamento. Com a execução da irmã em 1558, sucedeu à sua meia-irmã católica, Maria Tudor.

Seu primeiro passo como soberana foi restabelecer a estrutura da Igreja Anglicana, uma vez que Maria Tudor tinha restaurado o catolicismo. Ela via nesse ato a única solução prática para a crise religiosa inglesa. Também restabeleceu, em 1562, o Ato de Supremacia, colocando a rainha como chefe da Igreja Anglicana, o que levou o papa a excomungá-la. Em 1563, definiu os trinta e nove pontos do anglicanismo. A ressurreição desse movimento religioso foi aplaudida por muitos nobres, que podiam, assim, reconquistar as terras confiscadas pela Igreja Católica. Os burgueses também se sentiam favorecidos, pois passaram a desfrutar de mais liberdade para exercer suas atividades comerciais, longe da condenação católica ao lucro e à cupidez.

Mesmo assim, entre os calvinistas radicais e uma ala católica da nobreza, o descontentamento cresceu dia a dia, o que os levou a tramar contra a rainha, numa conspiração malograda. Vitoriosa, querida e respeitada pela maioria, ela iniciou uma obra de engrandecimento do país. Estabeleceu o absolutismo em toda a sua plenitude, centralizando o poder, fazendo-se representar por xerifes e juízes de paz em todas as partes do reino, convocando raramente o parlamento e tomando, sozinha, as decisões. Sua política econômica foi mercantilista, intervindo constantemente na iniciativa privada. Nesta época, surgiram, entre outras coisas, as indústrias de construção naval, de ferro, estanho, chumbo e enxofre.

Apoiando-se na burguesia enriquecida, incentivou o comércio, principalmente o da lã, autorizando, em 1564, as transações com os Países Baixos (Holanda) e a Alemanha. Pelo Ato de Navegação de 1559, protegeu a frota mercantil nacional, taxando excessivamente as mercadorias importadas que chegassem em navios estrangeiros. Também criou a Bolsa de Londres, ao mesmo tempo em que concedeu o monopólio para a exploração comercial das colônias. Em 1600, fundou a Companhia das Índias Orientais, com o objetivo de comerciar de comerciar com todas as terras a leste de Cabo Frio. O seu período de reinado, segundo os historiadores, foi muito frutífero para a literatura e as artes inglesas em geral, favorecendo o aparecimento de inúmeros gênios, entre os quais se destaca o dramaturgo William Shakespeare.