Tilápia & Tambaqui

29/03/2018 — A ausência de litoral em nove estados brasileiros não impede a produção e consumo de peixes, no caso de água doce. A produção total da piscicultura brasileira foi de 507,12 mil toneladas em 2016, representando um aumento de 4,4% em relação ao ano anterior, segundo dados da Pesquisa da Pecuária Municipal do IBGE. O Estado de Rondônia manteve a primeira posição do ranking, com 90,6 mil toneladas de peixes, seguido pelo Paraná (76,1 mil toneladas) e São Paulo (48,3 mil toneladas). A tilápia e o tambaqui lideram a produção nacional. Embora o Paraná e São Paulo tenham registrado a maior produção estadual de tilápia, o melhor do ranking municipal é a cidade de Orós, no Ceará. Na região de Franca, a cidade Rifaina é, também, um importante centro produtor.

tilapia in1Pesquisa Genética
11/03/2018 — A tilápia é um dos peixes mais consumidos no Brasil. Grande parte do que é produzido no país sai de São Paulo. Um dos principais centros de criação fica na região noroeste do estado. É nas águas do Rio Tietê, em Santa Clara d’Oeste, que pesquisadores colocam em prática um programa de melhoramento genético. A área usada como base dos estudos pertence a uma empresa que produz, em 392 tanques-rede, trezentas toneladas de peixe por mês.

De acordo com os especialistas, a aquicultura vive um momento de grande expansão. Agora, enfatizam, a tilápia precisa de um investimento em genética para ter um desempenho melhor.A pesquisa vai custar R$ 1 milhão e deverá durar dois anos. O projeto é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. O objetivo é fazer com que as tilápias ganhem mais rendimento de filé e sejam mais resistentes a doenças. Um chip de identificação está sendo usado para monitorar os peixes até o momento do abate. Os pesquisadores também retiram parte da nadadeira para, futuramente, ser usada na comparação com outras espécies. As amostras de DNA estão sendo coletadas em várias linhagens de tilápia-do-nilo no Brasil e em outros três países: Egito, Sudão e Estados Unidos.

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TILÁPIA
é o nome comum dado a várias espécies de peixes ciclídeos de água doce pertencentes à subfamília Pseudocrenilabrinae e em particular ao gênero Tilapia. São nativos da África, mas foram introduzidas em muitos lugares nas águas abertas da América do Sul e sul da América do Norte. São agora comuns no sul, no sudeste e no nordeste do Brasil. No sudeste, esta espécie é um dos principais peixes da pesca artesanal, principalmente no Rio Grande, Estado de Minas Gerais. Esse peixe também é fácil de manter em aquário, já que não precisa de grandes espaços. Ele se reproduz facilmente e cresce rapidamente. A maioria das espécies é reprodutora de superfície, mas algumas protegem a cria na boca.

São peixes criados para alimentação humana. A sua carne é bastante apreciada, pois é leve e saborosa. Em algumas regiões, o peixe é colocado nos arrozais, depois de plantado o arroz, onde cresce até ao tamanho pronto para consumo (12–15 cm), na mesma época em que o arroz está pronto para a colheita. A tilápia-do-nilofoi um dos primeiros peixes a serem criados em aquicultura pelos antigos egípcios (quatro mil anos). É um excelente controle biológico para alguns problemas de infestações de plantas aquáticas. Quanto à reprodução, prepara o ninho numa área limpa, em água rasa onde a quantidade do oxigênio é abundante. A fêmea deposita os ovos, que são fertilizados pelo macho, de uma dúzia até mais de dois mil. Altamente prolífera, pode gerar quatro desovas por ano, em águas com a temperatura ideal.

Além de ser um peixe delicioso, tem uma grande variedade de benefícios para saúde, incluindo a sua capacidade em ajudar a reduzir o peso, aumentar o metabolismo, acelerar a reparação e crescimento em todo o corpo, construir ossos fortes, reduzir o risco de várias doenças crônicas. Também equilibra os níveis de triglicérides, previne a artrite, protege contra o declínio cognitivo, previne vários tipos de câncer, reduz os sinais de envelhecimento, melhora a saúde do cabelo e fortalecer seu sistema imunológico. É altamente valorizada como fonte de frutos do mar, devido às suas muitas qualidades, que são atribuídas a sua riqueza de nutrientes, tais como vitaminas e minerais, incluindo quantidades significativas de proteínas, omega-3, os ácidos gordos, selênio, fósforo, potássio, vitamina B12, niacina, vitamina B6, e ácido pantotênico.


 

 



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