cerveja-copoA Santa Loura

12/05/2016 — Mais um bom motivo para o happy hour: uma pesquisa mostrou que beber uma quantidade moderada de cerveja diariamente pode reduzir o risco de doenças cardiovasculares em 25%. O estudo, publicado na revista científica Nutrition, Metabolism & Cardiovascular Disease, concluiu que o consumo de 330 mililitros diários (pouco menos de uma lata) da bebida para mulheres e 660 (pouco menos de duas latas) para os homens seria o suficiente para diminuir o risco de doença cardíaca, acidente vascular cerebral (AVC) e doença arterial. Para chegar a essa conclusão, pesquisadores do Instituto Neurológico Mediterrâneo, na Itália, revisaram 150 estudos sobre o assunto.

Eles também descobriram que, a menos que se tenha alguma pré-disposição para doenças relacionadas ao consumo de álcool ou algum tipo de dependência da substância, a ingestão diária dessa quantidade não aumenta o risco de demência, câncer e outras doenças. De acordo com os autores, o álcool e outros químicos presentes na bebida são responsáveis por esse efeito positivo. A cerveja contém altos níveis de antioxidantes — compostos que eliminam químicos nocivos à saúde —, além de minerais, como fósforo, iodo, magnésio e potássio e uma baixa quantidade de açúcar. Eles ressaltam, contudo, que beber em excesso continua sendo uma prática contraindicada. Nesse caso, a bebida está relacionada a prejuízos para a saúde.

heineken-l1Mais Consumida
A cerveja é uma bebida produzida a partir da fermentação de cereais, principalmente a cevada maltada. Acredita-se que tenha sido uma das primeiras bebidas alcoólicas criadas pelo ser humano. Atualmente, é a terceira bebida mais popular do mundo, logo depois da água e do chá. Por outro lado, é a bebida alcoólica mais consumida. Historicamente, já era conhecida pelos antigos sumérios, egípcios, mesopotâmios e ibéricos, remontando, pelo menos, a seis mil anos antes do Jesus Cristo. A mais antiga lei que regulamenta a produção e a venda de cerveja é a Estela de Hamurabi, que data de 1760 a.C. Nela, se condenava à morte quem não respeitava os critérios de produção indicados.

Etimologicamente, “cerveja” vem do latim “cervēsia”, que, por sua vez, toma a palavra do gaulês, uma língua celta. A raiz celta parece ser um cognato do galês “cwrw” e do gaélico “coirm”. Alguns historiadores sugerem que o francês “cervoise” viria de “cerevisia”, acrescentando, em seguida, que esta viria de Ceres, deusa romana da terra e dos cereais. Essa etimologia pertence a um gênero de fantasia. Em todo caso, é amplamente aceito que “cereal” vem de “cerealis”, o que significa “pertencente à deusa Ceres”, normalmente representada com espigas de trigo na mão. A raiz comum é facilmente perceptível em suas formas em português “cerveja” e em espanhol “cerveza”. Em outros idiomas europeus, são usados ​​derivados da mesma raiz germânica, como a palavra alemã “bier”, o inglês “beer”, o francês “bière” e o italiano “birra”.

lupuloOs ingredientes básicos da cerveja são: água; uma fonte de amido, tais como malte de cevada, capaz de ser sacarificado (convertidos em açúcares), então fermentados (convertido em álcool e dióxido de carbono); uma levedura de cerveja para produzir a fermentação, e o lúpulo. Uma mistura de fontes de amido pode ser usada, com uma fonte secundária do produto, como o milho ou arroz, sendo muitas vezes denominado um adjunto, especialmente quando utilizado como um substituto de custo mais baixo para a cevada maltada. Fontes de amido menos utilizadas incluem milheto, sorgo, raiz de mandioca na África, tubérculo de batata no Brasil e agave no México, entre outros. O lúpulo que é utilizado na fabricação de cervejas é, na verdade, a flor da espécie vegetal Humulus lupulus.


 

 



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