porshe911 in125 de abril de 2012
linha-gif

Por Luís Felipe Figueiredo

O Porshe 911 foi criado há 49 anos, mas nem parece, tamanha a jovialidade e o vigor desta sétima geração, que começa a ser vendido no país na versão Carrera S, mais forte, a R$ 639,000. Na opção de carroceria conversível a tabela é de R$ 699 mil. A Carrera, que,  conforme a importadora, é a menos procurada, virá no fim do ano, com preço inferior. Esta geração “carrega” apenas 10% dos componentes da anterior. O motor seis-cilindros boxer 3.8 passou a 400 cv (eram 385 cv). Apesar disso, gasta 15 % menos combustível, segundo dados do fabricante. Para isso colabora o sistema star&stop, que desliga o motor quando se está parado em semáforos, por exemplo. Também há repercussão da energia de frenagem na bateria. A direção, pela primeira vez, tem assistência elétrica, que também ajuda a poupar gasolina.

O sistema começou a ser desenvolvido em 2007 e a resposta ao volante é natural, com carga e retorno de esforço perfeito. O carro pode ser manobrado com facilidade e, andando rápido em autódromo, como na avaliação, parece estar ligado ao cérebro do motorista. Basta apontar o volante e o carro estará no ponto desejado. Outra novidade é o freio de estacionamento com acionamento elétrico. A chave fica à esquerda, tradição das participações na 24 horas de Le Mans, nos anos 60, para o piloto ganhar tempo (a mão esquerda da partida, enquanto a direita engata a primeira marcha). Também é tradição o contagiros no centro do quadro de instrumentos, que ganhou mostrador colorido multifunção.

O desenho permanece fiel ao original, criado por Ferdinand Alexander “Butzi” Porshe, filho do fundador da fabricante, Ferry, e morto no inicio do mês. Houve alterações, como o posicionamento dos retrovisores, agora nas portas, e a adoção de lanternas traseiras mais finas e com LEDs. O teto solar tem nova abertura, deslocando para cima e para trás, o que aumenta o espaço para a cabeça dos ocupantes. No banco traseiro vão apenas duas crianças ou bagagens — o porta- malas, na frente, tem capacidade para apenas 135 litros. O 911 ganhou 10 centímetros no entre-eixos — no comprimento foram 5,6 centímetros. As rodas são de 20 polegadas, com pneus 245/35 ZR20 na dianteira e 295/30 ZR atrás. Os freios têm discos de aço. Opcionalmente há os dois de compósito de cerâmica.

Impressiona a versatilidade do 911, que tanto pode ser guiado tranquilamente — a suspensão consegue ser gentil e absorver grande parte das irregularidades do piso — quanto grudar o corpo dos ocupantes quando se acelera fundo. O carro tem “dois estágios”. Até 5 mil RPM a aceleração é muito forte. A partir daí ele ganha mais impulso, como se entendesse o desejo de adrenalina do motorista, devorando o asfalto até o limite de giro, a quase 8 mil RPM. Dados de fábrica apontam aceleração de 0 a 100 km/h em 4,3 segundos e 302 km/h de velocidade máxima, com o câmbio PDK. Há três modos de condução: “normal”, Sport e Sport Plus, acionado por botões no console. Também é possível mudar o som do escapamento, que fica mais rouco e evidente ao se acionar os modos esportivos. Nestes, também se alteram os parâmetros de trocas de marcha, suspensão, acelerador e resposta do sistema de direção.

 

 



© 2017 Tio Oda - Todos os direitos reservados