Universidade do Povo
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06/01/2016 — Nas décadas de 1960 e 1970, o sonho de todo pai comunista de país do Terceiro Mundo era ter um filho estudando na Universidade Patrice Lumumba, em Moscou, Rússia. Os motivos práticos eram muitos: viagem, estadia, seguro médico. Tudo era de graça. Mas havia, principalmente, a certeza da cabeça feita pelos melhores profissionais: ao lado da matemática e da medicina, a escola despejava sobre seus alunos uma carga poderosa da ideologia marxista, com o objetivo declarado de espalhar pelo mundo um bando de comunistas de lei. Em 1991, a festa acabou. Com o fim da União Soviética, a instituição passou a se chamar Universidade Russa da Amizade dos Povos.

n-kruschev f1Nos bons tempos, 65% dos sete mil alunos eram estrangeiros. Viviam em dormitórios, comiam no refeitório universitário, tinham todas as despesas médicas cobertas e ainda ganhavam uma mesada de 150 dólares. A partir de 1991, cada aluno passou a pagar 1,5 mil dólares para estudar lá, mais as passagens, a estadia e a alimentação. No lugar da ideologia, entraram os negócios e a ecologia. Na atualidade, a universidade conta com mais de 25 mil estudantes de vários países. Ao lado da Universidade de Moscou e da Universidade de São Petersburgo, é uma das mais prestigiadas da Europa. De acordo com os documentos, a escola foi fundada no dia 5 de fevereiro de 1960 por ato assinado pelo então presidente do Soviete Supremo, Nikita Kruschev.


 

 



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