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23/10/2015 — O furacão Patricia, o mais poderoso fenômeno do tipo já registrado na história, chegou à costa do México no Oceano Pacífico às 18h15 no horário local (21h15 em Brasília). Ele atingiu o povoado de Emiliano Zapata, no Estado de Jalisco, com ventos que passavam dos 270 quilômetros por hora. Antes de chegar à costa, a velocidade registrada alcançou uma média de 325 quilômetros por hora. O aquecimento do oceano fortaleceu o Patricia, que alcançou a categoria cinco, a maior na escala Saffir-Simpson, segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos. O governo mexicano declarou estado de emergência. Ordenou também a evacuação de povoados e a retirada de milhares de turistas mexicanos e estrangeiros do Estado de Jalisco.

enrique-p-nieto in1Os ESTADOS UNIDOS MEXICANOS situam-se na América do Norte. Seu território é formado por desertos ao norte e por florestas tropicais ao sul. Limita-se geograficamente com os Estados Unidos ao norte; com o Oceano Pacífico ao sul, sudoeste e oeste; com Belize e Guatemala ao sudeste; e com o Golfo do México, ao leste. Seu Produto Interno Bruto (PIB), estimado em 2011, é de R$ 1,7 trilhão. A população, segundo censo realizado em 2012, está estimada em 116,9 milhões de habitantes, assentados numa área geográfica de 1.958.201 quilômetros quadrados. É uma República Presidencialista, cujo governo é chefiado, desde dezembro de 2012, pelo advogado Enrique Peña Nieto. Administrativamente, está dividido em trinta e um estados e um distrito federal.

hernan-cortes in1Historicamente, antes da chegada dos espanhóis, os povos maias, toltecas e astecas ocupavam a região. Por volta de 1325, os astecas fundaram Teochtitlán (atual Cidade do México) e consolidaram um poderoso império. Entre 1519 e 1521, a civilização asteca foi arrasada pelo conquistador espanhol Hernán Cortés. O território passou, assim, a integrar o vice-reino da Nova Espanha, cuja riqueza se apoiou principalmente na exploração da prata nos séculos XVII e XVIII. A corrupção e o autoritarismo do reino espanhol alimentaram a insatisfação na colônia mexicana. Em 1824 foi proclamada a independência e fundada a república.

O general Antonio López de Santa Anna dominou a política local nos trinta anos que se seguiram. Ele não conseguiu impedir a independência do território onde hoje se encontra o Texas, em 1836, nem a sua anexação aos Estados Unidos, em 1845, o que levou os dois países à guerra no período de 1846-1848. Derrotado pelos americanos, perdeu, ainda, os territórios da Alta Califórnia, do Novo México, Utah, Nevada, Arizona e o oeste do Colorado. Em 1857, eclodiu a Revolução Liberal, liderada por Benito Juárez, que assumiu a presidência e expropriou as terras da igreja. A resistência dos conservadores mergulhou a nação numa guerra civil (1858-1861), vencida pelos liberais. A França invadiu o país em 1863, coroando o arquiduque Maximiliano de Habsburgo imperador. Em 1867, a monarquia foi derrubada, seguindo-se o fuzilamento do imperador. Em 1876, o general Porfírio Díaz estabeleceu uma ditadura.

madero mex1O candidato da classe média Francisco Madero perdeu as eleições presidenciais de 1910 para Porfírio Díaz. Alegando fraudes, os camponeses liderados por Pascual Orozco e Pancho Villa (norte) e Emiliano Zapata (sul) pegaram em armas para exigir a reforma agrária. Foi o início da Revolução Mexicana. Madero tornou-se presidente, mas o general Victoriano Huerta o depôs. As tropas de Zapata, Villa e dos constitucionalistas de Venustiano Carranza se mobilizaram contra o novo governo, que foi obrigado a renunciar em 1914. Novos conflitos levaram Villa e Zapata a se unir contra Carranza, que preparou a constituição de 1917, nacionalizando os recursos minerais e devolvendo aos índios as terras comunitárias que lhes haviam sido tiradas.

O general Álvaro Obregón derrubou Carranza e foi eleito presidente em 1920. Zapata foi assassinado em 1919 e Villa, em 1923. O Partido Revolucionário Nacional (PRN), fundado em 1929 e rebatizado de Partido Revolucionário Institucional (PRI) em 1946, tornou-se o partido único do país. O general Lázaro Cárdenas, presidente entre 1934 e 1940, aprofundou a reforma agrária e nacionalizou as empresas de petróleo. Nas décadas de 1950 e 1960, a prosperidade criou uma classe média urbana, propiciando reivindicações democráticas. A queda das exportações e o aumento das taxas de juros levaram o país a decretar, em 1982, a moratória da dívida externa. Em 1988, Carlos Salinas de Gortari, do PRI, arquiteto das reformas econômicas, foi eleito presidente e privatizou a maioria das empresas estatais. Em 1993, o país entrou no acordo de livre comércio com os Estados Unidos e Canadá (Nafta).

zedillo mex1Em 1994, o Exército Zapatista de Libertação Nacional iniciou uma rebelião no Estado de Chiapas. Após os combates iniciais, o movimento, formado por camponeses indígenas, apostou em ações pacíficas, lideradas pelo subcomandante Marcos. Os rebeldes exigiam a ampliação da autonomia política do estado e mais direitos sociais para os indígenas. Ainda em 1994, o candidato do PRI à presidência, Luís Donaldo Colosio, foi assassinado. O partido elegeu Ernesto Zedillo para chefiar o país. Com a abertura às importações, o déficit da balança comercial se agravou. No fim do ano, a fuga de capitais provocou desvalorização de 40% na moeda mexicana. Numa reação em cadeia, conhecida como efeito tequila, caíram em todo o mundo as cotações dos títulos dos países emergentes.

Se não deu no futebol...
07/07/2014 — O México está a caminho de superar o Brasil como maior produtor de automóveis da América Latina pela primeira vez em mais de uma década, pois as crescentes exportações para os Estados Unidos incentivam a abertura de fábricas e uma produção recorde. Após ficarem pouco à frente do Brasil nos cinco primeiros meses do ano, os mexicanos deverão manter sua vantagem ao longo de 2014 e conseguir a liderança por um ano cheio pela primeira vez desde 2002, segundo a consultoria IHS Automotive. A ascensão do México ocorre em parte porque as vendas de automóveis estão acontecendo no ritmo mais rápido por causa dos americanos, o maior mercado do país. A explosão coincide com uma queda na produção brasileira, muito embora o governo tenha dado incentivos à indústria.

Desenvolvimento Sustentável
14/03/2013 — Foi divulgado na Cidade do México o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). O Relatório de Desenvolvimento Humano indica que o México conquistou a 61.ª posição no ranking que calcula a qualidade de vida em 187 países. Com um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,775 (o máximo é 1), o país está vinte e quatro posições à frente do Brasil, que tem 0,730 de índice. O Pnud citou entre os méritos do mexicanos a elevada expectativa de vida (77 anos contra 73 dos brasileiros), o aproveitamento dos mercados mundiais e a inovação nas políticas sociais.


 

 



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