Anéis
do Saturno
Maior e mais complexo sistema de anéis planetários do Sistema Solar. São formados por bilhões de fragmentos de gelo e rocha. São compostos predominantemente por gelo de água pura (cerca de 99%), o que explica o alto brilho ao refletir a luz solar. O restante (um por cento) traz material rochoso e poeira. Nas dimensões, esses anéis se estendem por centenas de milhares de quilômetros, mas possuem uma espessura fina, cuja variação marca de dez a cem metros.
No Planeta Saturno são sete os grupos principais de anéis. Esses anéis foram vistos pela primeira vez pelo astrônomo italiano Galileu Galilei em 1610. Incialmente, ele pensou que se tratava de “orelhas” ou luas laterais devido à baixa nitidez do seu telescópio. Ele relatou a descoberta em 1623 na obra “O Ensaiador”. Só em 1659 que o astrônomo holandês Christiaan Huygens explicou corretamente que se tratava de anéis ao redor do planeta na obra “Sistema Saturno”. Cientistas modernos defendem a tese de que os anéis possam ser restos de cometas, asteroides ou luas antigas, astros que se aproximaram demais do Saturno e foram despedaçados pela intensa força gravitacional do planeta.
Referência
GALILEU GALILEI nasceu no dia 15 de fevereiro de 1564 na cidade de Pisa na Região da Toscana na Itália. Morreu no dia oito de janeiro de 1642 na cidade de Arcetri, provavelmente de complicações renais. Era astrônomo, físico e engenheiro. É considerado o pai da ciência moderna e do método científico. Na astronomia, além dos anéis do Saturno, descobriu as luas do Planeta Júpiter, as fases do Planeta Vênus, o relevo da Lua, as manchas solares e as estrelas da Via Láctea. Mas passou mesmo para a história por defender o Sistema Heliocêntrico, segundo o qual o Sol fica imóvel no centro, enquanto os planetas fazem movimentos circulares ou elípticos ao seu redor. Por causa disso foi perseguido e condenado pela Igreja Católica.