Amor-Perfeito

01Planta herbácea bienal pertencente à família das violáceas, cujo nome científico é “Viola tricolor”. Ancestral dos amores-perfeitos de jardim, é muito apreciada pelo seu visual delicado e rústico. No tamanho, é uma planta rasteira e compacta, que atinge de quinze a trinta centímetros de altura. Possui ramagem macia e frágil. As flores medem de 1,5 a cinco centímetros de diâmetro. São compostas de cinco pétalas aveludadas. Desenvolve-se melhor em climas de úmidos a frescos. O nome popular é devido à sua origem linguística na França e às tradições românticas antigas.

Antigamente, os homens ofereciam a flor às namoradas ou amantes antes de partirem para longas viagens. Era uma forma para dizerem à amante que ela estaria sempre em seus pensamentos e que o amor deles era forte e duradouro. Com o tempo, o significado de “pensamento e recordação” se misturou à ideia de um amor romântico e infinito, O nome científico vem da sua característica mais marcante: pétalas que combinam tons de roxo, amarelo, azul e branco. A amor-perfeito foi descrita e nomeada cientificamente pela primeira vez pelo naturalista sueco Carlos Lineu em 1753 na obra “Espécies de Plantas”. Nativa da Europa e da Ásia, a amor-perfeito chegou ao Brasil de forma gradual com os imigrantes no Século 19.

02Lendas
A amor-perfeito carrega diversas lendas tradicionais na Europa e na mitologia, lendas ligadas ao amor, à magia e à autoaceitação. Na tradição inglesa, acreditava-se que a flor era um ingrediente mágico para poções amorosas. A lenda dizia que o suco da flor, espremido sobre as pálpebras de alguém adormecido, faria essa pessoa se apaixonar perdidamente pelo primeiro ser que visse ao acordar. Essa crença popular inspirou o famoso enredo da peça “Sonho de uma Noite de Verão” do William Shakespeare. Para os antigos gregos e romanos, a amor-perfeito simbolizava triângulos amorosos e a transformação divina.

Uma lenda grega relaciona a flor à jovem Ino, a filha do rei Cadmo, e ao Zeus, que viveram um tórrido romance. Por ciúme do deus supremo, a deusa Hera transformou a moça em vaca. Ela passou então a ser alimentada com amores-perfeitos pelo deus-amante como sinal de esperança. Outra versão romana sugere que as flores eram pessoas transformadas pelos deuses após espiarem a deusa do amor Afrodite no banho. Nas fábulas de humildade e essência, uma lenda reflete um jardim onde todas as plantas choravam por inveja uma das outras, menos a amor-perfeito. Aso ser descoberta, a amor-perfeito revelou que apenas tentava ser ela mesma. Tornou-se assim o símbolo de que cada um possui seu próprio valor, sem precisar se comparar com os demais.


 

 

 



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