tarso-genro1Tarso Genro

O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), foi condenado em primeira instância por improbidade administrativa. O processo se refere aos dois períodos em que foi prefeito de Porto Alegre (1993 a 1996 e 2001 a 2002). A decisão obriga o petista a pagar multa de R$ 10 mil, bem como determina a perda dos seus direitos políticos por cinco anos. A punição será aplicada quando não houver mais a possibilidade de recursos. O Ministério Público acusou a administração de Genro de contratação irregular de profissionais da área da saúde. Na sentença, a magistrada afirma que não foi realizado concurso público para a admissão dos servidores.

Tarso Fernando Herz Genro, advogado e jornalista, nasceu no dia 6 de março de 1947, na cidade de São Borja, Rio Grande do Sul. Começou sua trajetória política em 1968, ao ser eleito vereador pelo MDB em Santa Maria. Nesta mesma cidade, graduou-se em Direito pela universidade federal local. Nessa instituição, obteve especialização em Direito Trabalhista. Paralelamente à carreira política, atuou como advogado de sindicatos e associações profissionais. De 1972 a 1987, foi crítico de literatura no Caderno de Sábado do jornal Correio do Povo, de Porto Alegre.

No início da década de 1980, foi porta-voz do Partido Revolucionário Comunista (PRC) junto com o irmão. Em 1988, já no Partido dos Trabalhadores (PT), foi eleito vice-prefeito de Porto Alegre pela Frente Popular, chapa encabeçada por Olívio Dutra, também do PT. Acumulou o cargo de vice-prefeito com o de secretário de Governo. Entre 1989 e 1990, teve rápida atuação como deputado federal. Em 1990, candidatou-se pela primeira vez ao governo do Rio Grande do Sul, perdendo para Alceu Collares, do Partido Democrático Trabalhista (PDT). Em 1992, candidatou-se à prefeitura da capital. Foi eleito no segundo turno, derrotando Cezar Schirmer, do PMDB com 60% dos votos.

Em 4 de abril de 2002, abandonou a prefeitura para concorrer novamente ao governo estadual. Em disputa acirrada no segundo turno, obteve 47,7% dos votos válidos, contra 52,3% de Germano Rigotto, do PMDB. Após a derrota, foi convidado para comandar o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, função na qual ficou até o início de 2004. Na reforma ministerial daquele ano, assumiu o Ministério da Educação. Em pouco mais de um ano no cargo, teve como principais realizações a criação do Prouni e o envio ao Congresso Nacional dos projetos de criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) e do Piso Nacional dos Professores.

Também deu início à expansão das Escolas Técnicas Federais. Durante sua gestão no MEC, foram criadas diversas universidades federais novas, dentre elas a Universidade Federal do Pampa (Unipampa). Em 2005, com o escândalo do mensalão, assumiu a presidência nacional do PT. Em 2006, com a reeleição de Lula da Silva, passou a ocupar a pasta do Ministério das Relações Institucionais, e, em 16 de março de 2007, tomou posse como ministro da Justiça, cargo que ocupou até 10 de fevereiro de 2010. Nesta pasta, criou o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) e a Bolsa Formação para policiais. Em 10 de fevereiro de 2010, renunciou ao cargo para concorrer ao governo do Rio Grande do Sul. Foi eleito no primeiro turno com mais de 54% dos votos válidos

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