paulo-paim15aPaulo Paim

16/12/2015 — Por causa dos escândalos de corrupção, o Partido dos Trabalhadores vai perder mais um político de peso. O senador gaúcho Paulo Paim confirmou nas páginas amarelas da revista Veja que decidiu abandonar a legenda partidária. A trajetória do político se confunde com o movimento sindical dos anos de 1980 e com a própria história do Partido dos Trabalhadores. Essa simbiose está chegando ao fim. O congressista disse que o PT não representa mais as causas sociais, pois caiu na vala comum da política. O ápice da sua desilusão foi a reeleição da Dilma Rousseff. A mandarária, segundo ele, prometeu uma coisa durante a campanha e, eleita, fez o contrário. Na entrevista, Paim defendeu a legitimidade do processo de impeachment, embora ressalte não haver um fato jurídico que possa levar à cassação da presidente.

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É triste ver que o sonho acabou. Ver aonde chegamos. Infelizmente, o PT hoje é um partido como todos os outros que sempre criticamos”.

Percebi que o discurso de campanha da presidente Dilma Rousseff foi um e a realidade dos fatos se revelou outra. Achei que era hora de mudar de rumo. Vou sair do PT. Mas ainda não sei com certeza para onde vou”.

Sou contra o impeachment porque estou convencido de que não há motivos jurídicos. Mas não gosto da palavra golpe. Não é a primeira vez que se levanta a palavra impeachment no Brasil. Nós, no PT, a levantamos muitas vezes”.

Paulo Renato Paim nasceu no dia 15 de março de 1950, na cidade de Caxias do Sul, Rio Grande do Sul. Metalúrgico formado pelo Senai, trabalhou na Metalúrgica Abramo Eberle e Forjasul antes de se tornar, em 1981, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas. Entre 1983 a 1986 galgou os cargos de secretário-geral e vice-presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores. Na política, começou em 1985, filiando-se ao Partido dos Trabalhadores. Em 1986, elegeu-se deputado federal. Foi reeleito sucessivamente em 1990, 1994 e 1998. Em 2002, foi eleito senador para o mandato 2003-2010. Reelegeu-se, com 33,83% dos votos válidos, para o período de 2011-2018. É considerado um político mais aliado à linha dogmática do PT, contrariamente à linha pragmática inaugurada pelo Lula da Silva.


 

 



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