ft pagina 1Frei Caneca

JOAQUIM DA SILVA RABELO nasceu no dia 20 de agosto de 1779 e morreu no dia 13 de janeiro de 1825, na cidade do Recife, Estado de Pernambuco. Filho de um fabricante de vasilhames de madeira português, conseguiu se educar graças à inteligência e à força de vontade. Em 1795, entrou para o Convento do Carmo, na sua cidade natal, ordenando-se um ano depois.  Mais tarde, mudou-se para o Estado de Alagoas, onde lecionou Geometria. De volta a Recife, continuou no magistério, ensinando, também, Retórica Poética e Filosofia e Moral. Tornou-se com o tempo um proeminente intelectual, aderindo aos ideais da Revolução Francesa de 1789.

Espírito liberal, aderiu, também, ao movimento republicano articulado em Pernambuco, frequentando a Academia do Paraíso, um dos centros da conspiração. Com o desbaratamento da revolução, muitos foram presos e quatro dos participantes acabaram enforcados. Condenado à prisão, cumpriu pena na cidade de Salvador, Estado da Bahia. Na cadeia, ensinou aos companheiros presos noções de Geometria e Cálculo. Ao mesmo tempo, escreveu uma gramática da Língua Portuguesa. Foi posto em liberdade em 1821. Retornando a Recife, foi nomeado, no ano seguinte, para ensinar Geometria Elementar na escola pública. Proclamada a independência, pronunciou discurso salientando a importância de uma Constituição.

Em 1823, quando Dom Pedro I dissolveu a Assembleia Constituinte, para, depois, outorgar ele mesmo uma constituição para o país, manifestou sua oposição através do jornal Typhis Pernambucano. O periódico assimilou os modelos do jornalismo panfletário e deu um tom muito próprio para as ideias dos filósofos franceses Barão de Montesquieu e Jean-Jacques Rousseau.  Em 1824, os líderes do estado lançaram um manifesto rompendo com o imperador e anunciando a formação de uma república na região, denominada Confederação do Equador. Derrotado o movimento, fugiu com os conspiradores para o Ceará, onde acabou sendo preso. Reconduzido a Pernambuco, foi sumariamente julgado e condenado à morte por enforcamento. Morreu, entretanto, fuzilado, já que nenhum carrasco aceito a incumbência de enforcá-lo.


 

 

 



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