Temer & Ibope

20/12/2017 — O governo do presidente Michel Temer foi considerado ruim ou péssimo por 74% da população, de acordo com a pesquisa CNI/Ibope. Já 6% consideram ótimo ou bom, 19% regular e 2% não sabem ou não responderam. O levantamento foi divulgado nesta terça-feira pela Confederação Nacional da Indústria. A pesquisa do quarto trimestre de 2017 foi realizada entre os dias 7 e 10 de dezembro, com duas mil pessoas em 127 municípios. No último levantamento, divulgado em setembro, 3% dos entrevistados avaliaram o governo como ótimo ou bom, 16% como regular, 77% como ruim ou péssimo e 3% não souberam ou não responderam. A margem de erro é de 2% para mais ou para menos e o nível de confiança utilizado é de 95%.

michel-temer15bMichel Temer
MIGUEL ELIAS TEMER LULIA nasceu no dia 23 de setembro de 1940, na cidade de Tietê, São Paulo. É advogado e político, presidente do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e atual vice-presidente do Brasil. É bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, doutor em Direito pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo e autor dos livros Constituição e Política, Territórios Federais nas Constituições Brasileiras, Seus Direitos na Constituinte e Elementos do Direito Constitucional. Este último está na vigésima edição, com 200 mil exemplares vendidos.

Iniciou a carreira política como oficial de gabinete de Ataliba Nogueira, secretário de educação no governo de Ademar de Barros, em São Paulo. Em 1983, foi nomeado procurador-geral de do estado. No ano seguinte, passou a secretário de segurança pública, cargo que voltou a ocupar no início dos anos de 1990. No comando da secretaria, criou a primeira Delegacia da Mulher do Brasil, após receber, em 1985, uma comissão que denunciava o espancamento de mulheres e a omissão de autoridades diante dos crimes. Na mesma época, instituiu a Delegacia de Proteção aos Direitos Autorais, como instrumento de combate à pirataria. Foi eleito deputado federal pelo PMDB em 1985 e participou ativamente da Assembléia Nacional Constituinte, destacando-se pela posição moderada e pelo grande conhecimento de direito constitucional.

Após a constituinte, foi reeleito por seis mandatos — todos pelo PMDB. Foi também eleito três vezes para a presidência da Câmara dos Deputados (em 1997, 1999 e 2009). Na condição de presidente deste órgão legislativo, assumiu a Presidência da República interinamente por duas vezes: de 27 a 31 de janeiro de 1998 e em 15 de junho de 1999. Renunciou à presidência da casa em 17 de dezembro de 2010 para assumir o cargo de vice-presidente da república, para o qual fora eleito no mesmo ano. Foi reeleito vice-presidente em 2014. Em 2016, assumiu a presidência com o afastamento da titular Dilma Rousseff. Em 2017, enfrentou duas denúncias da Procuradoria Geral da República na Câmara dos Deputados. Venceu as duas.

20171027Temer Vs. PGR
25/10/2017 — A Câmara dos Deputados rejeitou a denúncia contra o presidente Michel Temer. Confirmando-se o que já era esperado, 251 parlamentares votaram a favor do relatório, que indicava o arquivamento da denúncia. Outros 233 deputados votaram a favor da tese da Procuradoria Geral da República. Para aprovar a denúncia, a oposição precisava de 342 votos. Agora, com duas denúncias barradas, o Governo Federal pretende retornar à agenda básica de projetos considerados importantes para alavancar a economia. É possível, até, que a reforma da Previdência Social seja analisada e votada até o final do ano. Esse movimento é possível, já que não há mais tempestades à vista. A atual procuradora-geral não sinaliza no sentido de continuar a fustigar o presidente. Temer, entretanto, poderá ir para o banco dos réus quando deixar o cargo, em dezembro de 2018.

Temer + Câmara Federal
02/08/2017 — A Câmara dos Deputados rejeitou a denúncia contra o presidente Michel Temer, com o apoio de pouco mais da maioria absoluta dos deputados. Essa foi a mais importante vitória do presidente desde a eclosão, em maio, da crise política deflagrada pela delação de executivos da JBS. Com a decisão, o Supremo Tribunal Federal fica impedido de julgar a acusação criminal oferecida no dia 26 de junho pelo procurador-geral da república, Rodrigo Janot. Foi a primeira vez na história do país que um chefe do Poder Executivo Federal encarou uma denúncia ainda no exercício do cargo. O placar votação, que acabou por volta das 21h30, mostrou 263 votos contra a autorização para o STF julgar a denúncia, enquanto os favoráveis à investigação somaram 227 votos. Houve duas abstenções e 19 ausências. A oposição precisada de 302 votos, no mínimo, para autorizar a denúncia.

veja-20151118 temerNa Capa Da Veja
16/11/2015 — A matéria de capa da revista Veja desta semana versa sobre a possibilidade da saída da presidente Dilma Rousseff. Se a crise econômica e a crise política tem atingido diretamente a mandatária, na esfera judicial o seu problema é muito maior. Analistas de vários matizes dão como certa a cassação da petista pelo Tribunal Superior Eleitoral, por causa das gravíssimas irregularidades encontradas na prestação de contas da campanha de 2014. Nesse cenário, entra a figura do vice-presidente Michel Temer. Ele estaria articulando um plano para a emergência de ter de assumir a presidência da república. Está conversando com amplos setores, que vai de partidos políticos aos maiores juristas do país. Clique AQUI para saber mais.

Livro De Poesias
29/12/2012 — No final de 2012, o vice-presidente da república, Michel Temer, manteve uma agenda secreta permanente: acompanhou a produção de Anônima Intimidade, livro de poesias de sua autoria que chegará às livrarias em meados de janeiro. O livro foi escrito nos últimos anos em guardanapos de papel, nos quais o discreto político recolhia nos voos Brasília-São Paulo e vice-versa. São 121 poemas — em geral curtos —, nos quais política não entra. Mas há espaço para a melancolia (“Acumulam-se em mim séculos de dor”) e para o amor (“Assim, louco, vou à procura de ti, do teu querer, do amor. Da entrega, no ato e fora dele, desatino-me”). Há também versos apimentados: “Dança, requebra, solta seu corpo, rebola, mexe cada músculo...”. Um dos poemas com apenas dois versos, se não foi feito em homenagem a Lula da Silva, parece urdido sob medida: “Eu não sabia. Eu juro que não sabia!”.


 

 


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